Antigo aluno da Faculdade de Letras adapta para televisão o livro O Codex 632

O antigo aluno Pedro Lopes, que se licenciou em História pela Faculdade de Letras, vai adaptar para televisão o livro O Codex 632, de José Rodrigues dos Santos.

pedrolopesA série O Codex 632 terá seis episódios de 45 minutos e terá como cenários as cidades de Lisboa e Rio de Janeiro. Esta será a primeira coprodução internacional entre a RTP, a plataforma de streaming Globoplay e a produtora SPi. As gravações têm início já no mês de Julho, com direção artística de Artur Pinheiro, direção de fotografia de Miguel Manso, realização de Sérgio Graciano e produção executiva de José Amaral.

Em comunicado, a RTP explica que “o livro de sucesso O Codex 632, baseado em documentos históricos genuínos, concentra-se na enigmática mensagem encontrada entre os papéis que um velho historiador deixara no Rio de Janeiro antes de morrer”. No livro, cabe a Tomás de Noronha, Professor de História da Universidade Nova de Lisboa e especialista em línguas antigas, decifrar a mensagem. “Mas o mistério revela-se para além da sua imaginação, lançando-o inesperadamente na pista do mais bem guardado segredo dos Descobrimentos: a verdadeira identidade e missão de Cristóvão Colombo”, revela ainda o comunicado.

Em declarações à RTP, o Diretor da RTP1, José Fragoso, explicou que este é “um momento emblemático para a ficção em língua portuguesa. Numa época em que as coproduções são o grande motor da produção audiovisual, esta primeira parceria entre a RTP, a Globoplay e a SPi permitirá dar vida nas telas às personagens singulares de uma das obras literárias de José Rodrigues dos Santos mais vendidas em todo o mundo”.

De acordo com Ana Carolina Lima, Directora de Conteúdo da Globoplay,“o Globoplay aposta muito nessa parceria e acredita que o público vai ficar agarrado à história desta série que é inspirada numa obra que tem feito tanto sucesso”.

O alumus Pedro Lopes é autor da primeira série Netflix portuguesa, Glória, lançada em 2021,e recentemente adaptada para livro.

Em 2018, numa entrevista à FLUL, o alumnus Pedro Lopes destacava que ver televisão e cinema são importantes “para se ganhar mundo, sendo o Erasmus, também, uma óptima forma de conhecer outras pessoas e outros países, ainda que exista algo que ninguém pode ensinar, que é a olhar o mundo de uma maneira particular”.

Na mesma entrevista, o alumnus recordou o Curso de Licenciatura em História da FLUL, “um período de grande curiosidade em relação a tudo o que se fazia na área artística e cultural, num curso que me abriu horizontes”. Como antigo aluno da FLUL destacou, ainda, “as conversas com colegas e professores, as fugas a meio da tarde para o cinema King” e as primeiras experiências no teatro.

Texto: Tiago Artilheiro (FLUL-DREI, Núcleo de Alumni e Mecenato)    |      Fotografia: Direitos Reservados