Alumna Maria Teresa Horta condecorada com a Ordem da Liberdade

A escritora Maria Teresa Horta, que foi aluna da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa nos inícios da década de 1960, foi condecorada pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, com a Ordem da Liberdade.

mthNa cerimónia de entrega das insígnias, que decorreu ontem no Teatro Nacional D. Maria II, o chefe de Estado explicou que a homenagem celebra “a ajuda fundamental na luta pela liberdade”. Juntamente com Maria Isabel Barreno e Maria Velho da Costa, Maria Teresa Horta é co-autora da obra Novas Cartas Portuguesas (1972), “um libelo contra a ideologia vigente no período pré-25 de Abril (denunciando a guerra colonial, o sistema judicial, a emigração, a violência, a situação das mulheres)”, referiu o Presidente da República.

A Ordem da Liberdade distingue serviços relevantes prestados em defesa dos valores da civilização, em prol da dignificação da pessoa humana e à causa da liberdade.

A obra poética de Maria Teresa Horta editada em Portugal foi coligida em Poesia Reunida (2009), a que se seguiu Poemas para Leonor (2012), A Dama e o Unicórnio (2013), Anunciações (2016) – Prémio Autores SPA / Melhor Livro de Poesia 2017 -, Poesis (2017) e Estranhezas (2018).

Na ficção, é autora dos romances Ambas as Mãos sobre o Corpo (1970), Ema (1984) e A Paixão segundo Constança H. (1994).

Em Março de 2021, a alumna venceu o Prémio Literário Casino da Póvoa 2021, com o livro Estranhezas, inserido no encontro literário Correntes d'Escritas, na Póvoa de Varzim. Também em 2021, a escritora foi distinguida com a Medalha de Mérito Cultural pelo seu “percurso ímpar na história da cultura portuguesa”, anunciou na altura o Ministério da Cultura.

Texto: Tiago Artilheiro (FLUL-DREI, Núcleo de Alumni e Mecenato)

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