Década 90

Ana Bacalhau

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Ana Sofia Bacalhau, vocalista da banda portuguesa Deolinda, nasceu em Lisboa a 5 de Novembro de 1978. Cedo a música se tornou parte da sua vida, tendo apostado, aos 15 anos, na guitarra e na voz. Só mais tarde, porém, já em fase adulta, que decide enveredar profissionalmente pela carreira musical.

O ingresso no Ensino Superior deu-se em 1996 com a entrada na Faculdade de Letras, no curso da área das Línguas e Literaturas Modernas - vertente de Língua Portuguesa e Língua Inglesa- que veio a concluir em 2001. Fez ainda uma pós-graduação em Arquivo, no curso de pós-graduação em Ciências Documentais, o que lhe permitiu trabalhar no Ministério das Finanças como arquivista.

Enquanto aluna da Faculdade de Letras, Ana Bacalhau colabora com a Associação de Estudantes, nomeadamente, no seu jornal, Os Fazedores de Letras.

Ainda estudante, a actual vocalista dos Diolinda formou, em 2001, juntamente com outros dois colegas universitários, Gonçalo Tocha e Dídio Pestana, a sua primeira banda, os Lupanar. O seu sucesso foi reconhecido pela Reitoria da Universidade de Lisboa, que lhes faculta a actuação no palco da Aula Magna, num espectáculo para cerca de 800 pessoas.

Depois de terminada esta primeira experiência, é em 2006, fruto de um convite dos seus primos Pedro da Silva Martins e Luís José Martins, que é iniciado novo projecto, “Deolinda”. Ao grupo juntara-se Zé Pedro Leitão, marido de Ana Bacalhau, e formava-se, assim, um grupo de música popular portuguesa, inspirado pelo fado e pelas origens tradicionais. O êxito da banda levaria Ana Bacalhau a abandonar a sua actividade como arquivista e a dedicar-se, exclusivamente, à música.

Os anos que se seguiram pautaram-se por inúmeros concertos, dos quais se realçam no Teatro São Luiz, a solo, ou no Rossio, com Mafalda Veiga, mas também com a cantora cabo-verdiana Teté Alhinho, Joana Machado e Rita Redshoes.

Em Janeiro de 2017 Ana Bacalhau convidou, em vídeo, os antigos alunos da FLUL para irem assistir aos concertos comemorativos dos 10 anos dos "Deolinda". Reveja aqui.

Já em Janeiro de 2018, a cantora lançou um convite em vídeo aos alumni da FLUL para irem assistir aos concertos de apresentação do seu primeiro disco a solo intitulado Nome Próprio. Reveja aqui.

 

 

Consulte o testemunho de Ana Bacalhau

Biografias Década 90

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Ana Bacalhau
Cantora

Catarina Tente
Arqueóloga

Duarte Victor
Actor

Fernando Ribeiro
Vocalista, Letrista e Escritor

levy joaquim horta jose francod lobo goncalves

Henrique Levy
Poeta e Escritor

Joaquim Horta
Actor

José Eduardo Franco
Historiador, Ensaísta e Tradutor

Maria Lobo Gonçalves
Investigadora e Professora

mendes pinto      

Paulo Mendes Pinto
Geógrafo e Professor

 

   

Joaquim Horta

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Joaquim Horta nasceu em Lisboa a 4 de Abril de 1974. Estudou Geografia e Planeamento Regional na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, tendo acabado por ingressar na Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa. Enquanto aluno da Universidade de Lisboa foi dirigido por Ávila Costa no teatro universitário, salientando peças como Os Carnívoros de Miguel Barbosa (1996) e Cerimonial para Um Massacre de Jorge Lima Alves (1997). Em 1999 recebeu formação através do projecto da UNESCO Chair International Theatre Institute - International Workshops of Drama Schools, na Roménia.

Trabalhou nas companhias Pogo Teatro, Companhia Absurda ou Depois da Uma...Teatro. Dirigido por Jorge Silva Melo interpretou integrou o elenco das peças A Queda do Egoísta Johan Fatzer (1998) e Na Selva das Cidades (1999), ambas do alemão Bertol Brecht.

Criou e dirigiu o projecto Ruído (2000), participou e criou com João Meireles Mikado, um espectáculo baseado em textos de Álvaro Lapa, Alberto Cinza e William Burroughs (1999). No de 2000 interpretou na Companhia Sensurround, Dedicatórias, com Lúcia Sigalho. Em 2001 esteve em cena no Teatro da Garagem Migalhas de um Deus Intratável, autoria e encenação de Carlos J. Pessoa. Em 2006, apresentou-se na Galeria Zé dos Bois com Da Felicidade.

Actor regular em televisão, destacou-se em 2003 na novela Amanhecer começando a ganhar destaque na ficção portuguesa, seguindo-se Queridas Feras (2004), Ninguém como Tu (2005), Tempo de Viver (2006), Fala-me de Amor (2006), Deixa Que Te Leve (2008-2009), Sedução (2010), Rosa Fogo (2012), Sinais de Vida (2014), Mar Salgado (2015) e Coração D’Ouro (2015-2016).

Em 2010 participou na série Cidade Despida e em 2011 na série Maternidade. Integrou ainda o elenco dos telefilmes Cavaleiros de Água Doce de Tiago Guedes (2001), Só por Acaso de Rita Nunes (2003) e Os Abutres (2014).

No cinema apareceu em António, Um Rapaz de Lisboa de Silva Melo em 1999, na curta-metragem de Gonçalo Galvão Teles Outro Lado do Arco-Íris (2004) e em Mouth to Mouth, co-produção internacional de Alison Murray (2004).

Maria Lobo Gonçalves

Investigadora, Professora e Autora na Área da Linguística lobo goncalves

Maria Fernandes Homem de Sousa Lobo Gonçalves nasceu a 29 de Setembro de 1968 e é investigadora, professora e autora na área da linguística. Obteve a sua licenciatura em Línguas e Literaturas Modernas - Estudos Portugueses e Franceses, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, no ano de 1990.

Posteriormente, em 1995, na mesma instituição concluiu o mestrado em Linguística Portuguesa Descritiva (Psicolinguística), com a tese Para uma Redefinição do Parâmetro do Sujeito Nulo. No ano de 2003 realiza o seu doutoramento, defendendo a tese Aspectos da Sintaxe das Orações Subordinadas Adverbiais do Português, desta feita na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

As actividades associadas à sua carreira têm-se repartido pela área de investigação e desenvolvimento de projectos, a par da leccionação na sua área de especialidade. De 1990 a 1992 foi Bolseira de Especialização no Centro de Linguística da Universidade de Lisboa. De 1992 a 1995 foi Assistente estagiária na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa e de 1995 a 2003 foi Assistente na mesma instituição.

A partir daí, Maria Lobo Gonçalves tornou-se professora auxiliar na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

Publicou artigos em revistas especializadas e trabalhos em actas de eventos, participou na elaboração e foi autora de livros da especialidade, possuindo também itens de produção técnica. Ao longo das suas actividades profissionais tem promovido o trabalho em equipa, interagindo com múltiplos colaboradores em co-autorias de trabalhos científicos.

Duarte Victor

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Duarte Victor nasceu a 20 de Fevereiro de 1959, em Ílhavo. É reconhecido pelo seu trabalho enquanto actor e encenador.

A entrada no mundo profissional iniciou-se no ano de 1976, quando ingressa o Teatro Animação de Setúbal - TAS, na qualidade de actor. Mais tarde, entre 2001 e 2005, acaba por vir a assumir também a direcção da referida companhia.

Em 1994 decide investir na sua formação e inicia os seus estudos na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, vindo a diplomar-se pelo curso de especialização em Estudos de Teatro. Posteriormente, realiza a pós-graduação, seguida do curso de mestrado em Educação Artística na especialidade de Teatro na Educação na Escola Superior de Educação de Lisboa.

Sempre com o propósito de se aperfeiçoar e aprofundar os seus conhecimentos na esfera da dramaturgia e da representação, participa em inúmeros estágios e cursos de interpretação, encenação, movimento e drama, voz e estética teatral, nas quais adquire competências e aprende com mestres e professores da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa como Maria João Brilhante, Maria Helena Serôdio, Anabela Mendes, entre outros. Ao longo da sua carreira participa, também, em cerca de 60 peças de teatro, encenando 20 espectáculos teatrais, de autores, nacionais e estrangeiros, aclamados mundialmente, dos quais são exemplo Gil Vicente, Almeida Garret, Shakespeare, Molière, Brecht, entre outros.

Ainda no âmbito da representação, mas desta feita no grande e no pequeno écran, Duarte Vítor participa também em filmes, dobragen de filmes de animação e publicitários, além de inúmeras telenovelas e sitcoms, como Chuva na areia (RTP) Camilo e Sarilhos (SIC), Morangos com Açúcar (TVI), Max (TVI), Os Malucos do Riso (SIC), Conta-me como Foi (RTP), Laços de Sangue (SIC/TV Globo).

Para além das suas prestações como actor, Duarte Victor dá aulas de expressão dramática desde 1982 em várias instituições.

Em 1995 recebe a Medalha de Honra da Cidade de Setúbal pelo seu contributo na área da cultura.

José Eduardo Franco

Historiador, Ensaísta e Tradutor

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Nascido a 17 de Fevereiro de 1969, José Eduardo Franco foi aluno de Mestrado na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, concluído em 1999, com a tese A ideia de Portugal em Fernando Oliveira: Posicionamentos em torno da Crise Sucessória de 1580, após a conclusão da Licenciatura em Teologia na Universidade Católica de Lisboa (1995) e do Mestrado em História de Educação na Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa (1997).

Ainda durante a Licenciatura, foi um dos membros fundadores do Grupo de Reflexão Ecuménica da Universidade Católica Portuguesa, onde permaneceu entre 1990 e 1991. Também em 1990, o alumnus organiza o I Congresso de Cultura Madeirense e, dois anos depois, torna-se membro fundador da Associação de Universitários Madeirenses, sendo o actual Presidente dessa instituição. A 1998, começa a colaborar como investigador para o Centro de Literatura e Cultura Portuguesa e Brasileira da Universidade Católica Portuguesa, onde permanece até hoje, sendo também esta a altura da publicação de duas obras, Vieira na Literatura Anti-Jesuítica (1997), elaborada em conjunto com Bruno Cardoso Reis, e O Mito do Milénio (1999), em co-autoria com José Manuel Fernandes.

O ano de 2000 marca a entrada de José Eduardo Franco para um vasto conjunto de associações e centros investigativos, nomeadamente no American Association of Teachers of Spanish and Portuguese, no Modern Language Association of America e na Sociedade Portuguesa de Estudos do Século XVIII, associando-se, no ano seguinte à Association Française pour l’Étude du Monde Arabe et Musulman, à Tertúlia inter-universitária Nova Lux, de que é membro fundador, e ao Centro Faces de Eva - Estudos sobre a Mulher da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, que também ajudou a fundar.

Das instituições de que foi membro fundador, destacam-se o Gabinete de Estudos Pombalinos do CLEPU (2003), o Gabinete de Estudos Lusófonos das Ordens e Congregações do Instituto São Tomás de Aquino (2003), a Associação AMEM da Universidade Nova de Lisboa (de que é, actualmente, Presidente do Conselho Fiscal), o Centro de Estudos Brasil-Europa (2003), a Equipa de Investigação Padre Manuel Antunes do CLEPUL (2005), a Associação Internacional de Estudos Ibero-Eslavos (CompaRes) (2007), da qual é o actual Vice-Presidente, o Laboratório de Estudos da Religião, das Congregações e das Ordens no Brasil (2008), o Círculo de Cipião: Academia de Jovens Investigadores (2008), a Associação Portuguesa para o Estudo das Religiões (2008), a Associação Portuguesa de Eneagrama (APE) (2008), onde é o actual Presidente da Assembleia Geral, o Círculo Literário Agustina Bessa-Luís (2012), o Instituto Europeu de Ciências da Cultura Padre Manuel Antunes (2012) e a Sociedade Portuguesa de Retórica (2013), da qual é Membro da Direcção.

Da vasta lista bibliográfica que elaborou ao longo da carreira de historiador e investigador, sobretudo vocacionada para os Jesuítas e para as utopias nacionais, a obra Sociedade Histórica da Independência de Portugal foi a vencedora do Prémio Livro do Ano, em 2004, recebendo, em 2009, uma Menção Honrosa no Prémio Monografia Regional. A colectânea de volumes Obra Completa do Padre António Vieira foi também distinguida, em 2013, vencendo a categoria de Livro do Ano para o jornal Público, para a revista Sábado e para o Jornal de Letras.

Entre muitas outras obras de destaque, são de referir o Mito de Portugal (2000), galardoado com o Primeiro Prémio “Livro 2004” da Sociedade Histórica da Independência de Portugal, a Monita Secreta (Instruções Secretas dos Jesuítas). História de um manual conspiracionista, em coautoria com Christine Vogel (2002), as Metamorfoses de um povo: Religião e Política nos Regimentos da Inquisição Portuguesa – com a edição completa de Regimentos da Inquisição Portuguesa, em co-autoria com Paulo de Assunção (2004), O Mito dos Jesuítas em Portugal e no Brasil, Séculos XVI-XX (2006/2007), O Padre António Vieira e as Mulheres: Uma visão barroca do Universo feminino, em co-autoria com Isabel Morán Cabanas (2008), figura que torna a abordar, no mesmo ano, com Padre António Vieira (1608 – 1697): Imperador da Língua Portuguesa, Holodomor - A desconhecida tragédia ucraniana (1932-1933), da qual foi autor e co-editor, entre tantas outras obras. Para além da actividade literária em obras de foi autor, colaborou também com inúmeras publicações periódicas, como a Revista Lusófona de Ciências das Religiões, na revista Schemá, onde manteve actividade desde os inícios dos anos 90, na revista Brotéria, e em publicações demais. Levou ainda a cabo a tradução de obras francesas, latinas e castelhanas de autores como Michel Leroy, Lucian Boia, Nicolas Bustilo e outros autores estrangeiros.

Exerceu também na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde, até 2012, foi Presidente da Direcção do Instituto Europeu de Ciências da Cultura Padre Manuel Antunes (em parceria com a ESAD) e, a partir dessa data, tornou-se o Director do CLEPUL (Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa), funções que acumulou, a partir de 2015, com as de Professor Catedrático da Universidade Aberta, onde dirige a CIDH – Cátedra FCT/Infante Dom Henrique de Estudos Insulares e da Globalização (Universidade Aberta/Polo do CLEPUL – Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa).