Jerónimo Pereira Santos vence Prémio de Poesia e Ficção de Almada

O antigo aluno da FLUL Jerónimo Pereira Santos venceu a edição deste ano do Prémio de Poesia e Ficção de Almada com o romance Uma Flor no Meu Deserto, obra que assinou sob o pseudónimo Jerónimo Jarmelo.

jarmeloO autor, que estudou Línguas e Literaturas Clássicas na FLUL, vai receber um prémio 2.500 euros. É natural de Castanheira do Jarmelo, no distrito da Guarda, tendo já publicado os romances As Ninfas do Índico, Filho de Ninguém e Eu vou ser como a Serpente (em pré-publicação) e o livro de poemas Inquietudes.

Jerónimo Pereira Santos foi professor do ensino secundário e é membro da Associação Portuguesa de Escritores e professor na Universidade Sénior do Seixal e na Universidade Intergeracional do Concelho de Almada.

Em comunicado, Modesto Navarro, porta-voz do júri do Prémio de Poesia e Ficção de Almada, referiu que a obra Uma Flor no Meu Deserto, a ser publicada ainda este ano, é "um romance histórico de profunda humanidade e resistência ao fascismo, bem estruturado e escrito, que fala do concelho de Almada e de como o sofrimento e a revolta podem gerar esclarecimento e afirmação dos que sofrem e lutam pela liberdade e pela felicidade que merecem".

O Prémio Poesia e Ficção de Almada foi criado em 1995 pela Câmara de Almada, procurando estimular a criação literária e o aparecimento de novos autores naturais, residentes ou que exerçam a sua actividade no concelho de Almada.

O júri do prémio foi constituído por Luís Vendeirinho, em representação da Associação Portuguesa de Escritores, Modesto Navarro, pela Câmara Municipal de Almada, e Francisco Moita Flores, pela Sociedade de Língua Portuguesa.

Texto: Tiago Artilheiro      |      Fotografia: Direitos Reservados