Alumna Luísa Cunha distinguida com o Grande Prémio EDP Arte 2021

A alumna Luísa Cunha, que se formou pela FLUL em Filologia Germânica em 1972, foi distinguida com o Grande Prémio Fundação EDP Arte 2021.

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Com um valor de 50 mil euros, o Grande Prémio Fundação EDP Arte visa “consagrar artistas plásticos com carreira consolidada e historicamente relevante, cujo trabalho contribua para afirmar e fundamentar as tendências estéticas contemporâneas portuguesas” informa a Fundação EDP em comunicado.

Com uma obra que junta várias expressões artísticas, que incluem a palavra, a fotografia, o som, o vídeo, o desenho e a voz, Luísa Cunha aborda no seu trabalho a relação entre o corpo e o espaço. Questões de género, crítica social e política, são frequentemente trabalhadas pela artista.

Em comunicado, a Fundação EDP sublinha que o prémio foi atribuído por unanimidade, salientando-se “a originalidade, ousadia experimental, multidisciplinaridade e pioneirismo no uso de novas linguagens, e destacando a sua influência nas gerações mais jovens". O júri refere ainda "a forma como a artista trabalha o espaço e o som a partir da linguagem verbal, num permanente jogo de construção e desconstrução de significados. Este é um prémio de reconhecimento e contribuirá certamente para dar a Luísa Cunha a visibilidade pública que o seu mérito artístico justifica".

O artista escolhido é, também, “homenageado através de uma exposição de caráter retrospetivo e/ou antológico, e da publicação de um catálogo que constitui uma importante referência historiográfica e bibliográfica”.

O júri desta edição foi composto por Benjamin Weil, curador e crítico de arte francês e director do Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian; Philippe Vergne, director do Museu de Arte Contemporânea de Serralves; Teresa Patrício Gouveia, antiga presidente da Fundação de Serralves e antiga administradora da Fundação Calouste Gulbenkian, e Tobi Maier, director das Galerias Municipais de Lisboa.

Vera Pinto Pereira, presidente da Fundação EDP; Miguel Coutinho, administrador e director geral da Fundação EDP; e José Manuel dos Santos, administrador e director cultural da Fundação EDP, integraram também o júri.

O Grande Prémio Fundação EDP Arte já distinguiu Lourdes Castro (2000), Mário Cesariny (2002), Álvaro Lapa (2004), Eduardo Batarda (2007), Jorge Molder (2010), Ana Jotta (2013) e Artur Barrio (2016).

Texto: Tiago Artilheiro (FLUL-DREI, Núcleo de Alumni e Mecenato) 

Fotografia: Direitos Reservados