Primeira série original Netflix portuguesa tem assinatura de alumnus da FLUL

O antigo aluno Pedro Lopes, que se licenciou em História pela FLUL, é o autor da primeira série Netflix portuguesa.

pedrolopes 614x354A série Glória, cujas gravações já estão a decorrer em Glória do Ribatejo, tem produção da SPi, um projecto do grupo SP Televisão, vocacionado para produções internacionais. 

Thriller passado durante a Guerra Fria, a série Glória tem realização de Tiago Guedes. A acção centra-se na aldeia da Glória do Ribatejo, onde se situa o centro de transmissões americano RARET, que emite propaganda ocidental para o Bloco de Leste. O engenheiro João Vidal, oriundo de famílias apoiantes da ditadura do Estado Novo, mas recrutado pela KGB, a polícia secreta de Moscovo, “assume missões de espionagem de alto risco que podem mudar o curso da história portuguesa e mundial”, refere a plataforma Netflix em comunicado. A aldeia transforma-se, então, num “improvável palco da Guerra Fria”, onde Washington e Moscovo lutam pelo controlo da Europa. João Vidal, depois de ter contactado com a realidade da guerra colonial, “compreenderá que, seja qual for o lado em que estiver, o mundo (…) nunca é a preto e branco”.

Miguel Nunes, Carolina Amaral, Victoria Guerra, Afonso Pimentel, Adriano Luz, Gonçalo Waddington, Joana Ribeiro, Marcelo Urgeghe, Sandra Faleiro, Carloto Cotta, Maria João Pinho, Inês Castel-Branco, Rafael Morais e Leonor Silveira, são alguns dos actores que integram o elenco.

Em 2018, numa entrevista à FLUL, o alumnus Pedro Lopes destacava que ver televisão e cinema são importantes “para se ganhar mundo, sendo o Erasmus, também, uma óptima forma de conhecer outras pessoas e outros países, ainda que exista algo que ninguém pode ensinar, que é a olhar o mundo de uma maneira particular”.

Na mesma entrevista, o alumnus recordou o Curso de Licenciatura em História da FLUL, “um período de grande curiosidade em relação a tudo o que se fazia na área artística e cultural, num curso que me abriu horizontes”. Como antigo aluno da FLUL destacou, ainda, “as conversas com colegas e professores, as fugas a meio da tarde para o cinema King” e as primeiras experiências no teatro.

Texto: Tiago Artilheiro (FLUL-DREI, Núcleo de Alumni e Mecenato)    |      Fotografia: Direitos Reservados