Alumna Lídia Jorge é finalista do Prémio Literário Casino da Póvoa

A escritora Lídia Jorge, que se formou em Filologia Românica pela FLUL, é finalista do Prémio Literário Casino da Póvoa, que vai ser atribuído no âmbito 21.ª edição do encontro de escritores de expressão ibérica Correntes d´Escritas, que irá decorrer na Póvoa de Varzim.

lidiaj

Lídia Jorge é finalista com Estuário, obra que em Junho de 2019 já tinha garantido à alumna o XXIV Grande Prémio de Literatura atribuído pelo grupo empresarial DST. O romance Estuário foi, também, um dos 13 finalistas do Prémio Médicis Internacional 2019, em França.

Em entrevista à FLUL, a alumna explicava em Julho de 2018 que este romance “é um livro sobre a perda para pôr em evidência a capacidade da resistência. (…) Pensei nas figuras que habitam Estuário como personalidades prometaicas, sendo no entanto anónimas e escondidas. A honra é o terceiro pilar deste livro, aquele que sustenta o embate da perda e promove a capacidade de resistência”.

Este ano, o Prémio Literário Casino da Póvoa é dedicado à novela/romance, tendo sido apresentados a concurso 120 livros, de entre os quais o júri seleccionou 15.

Concorrem a este prémio, no valor de 20 mil euros, as obras finalistas, A Transparência do Tempo, de Leonardo Padura, Bilac vê estrelas, de Ruy Castro, Cair para dentro, de Valério Romão, Ecologia, de Joana Bértholo, Fabián e o Caos, de Pedro Juan Gutiérrez, bem como Memórias Secretas, de Mário Cláudio.

São ainda finalistas as obras Ninguém Espera por Mim no Exílio, de João Paulo Sousa, O Bebedor de Horizontes, de Mia Couto, O Centro do Mundo, de Ana Cristina Leonardo, O Invisível, de Rui Lage, O Nervo Ótico, de Maria Gaínza, Pátria, de Fernando Aramburu, Sua Excelência, de Corpo Presente, de Pepetela, e Também os Brancos Sabem Dançar, de Kalaf Epalanga.

A entrega do prémio terá lugar numa cerimónia pública, a realizar na sessão de encerramento do encontro, que decorre entre os dias 15 e 23 de Fevereiro.

No ano passado, o vencedor do galardão máximo deste encontro de escritores de expressão ibérica foi Luís Quintais, com a obra poética A Noite Imóvel.

O júri deste ano é composto por Ana Daniela Soares, Carlos Quiroga, Isabel Pires de Lima, Paula Mendes Coelho e Valter Hugo Mãe.

Texto: Tiago Artilheiro (FLUL-DREI, Núcleo de Imagem, Comunicação e Relações Externas)    

Fotografia: Direitos Reservados