José Barata-Moura

moura barata

“Entrei na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa em 1965 e saí em 1970. Para além do estudo e das cantigas que havia na altura, também havia o Desporto, que eu também praticava, há quarenta e tal anos atrás e trinta e seis quilos a menos. Nesse sentido, é evidente que aquela altura era uma altura de agitação e resistência, àquilo que era o Fascismo e as suas diversas formas, não só aqui nesta faculdade mas noutras universidades em geral.

É evidente que esta Faculdade corresponde sempre a um estádio importante, e em princípio mais desenvolvido, de contacto com o saber das diferentes áreas, e isso nunca nos deixa indiferentes e, em princípio, nunca é um ambiente que nos deixa piores. Mas, como sempre disse, tive grandes professores aqui e também aprendi muito com alguns novos professores que tive. Olhando para trás, a escola, uma universidade, é sempre uma coisa dinâmica. Nem é uma coisa homogénea, nem é uma coisa em que a nossa própria relação com ela e a relação das pessoas com ela é indiferente.

Lembro-me de várias coisas. Para além dos acidentes com a PIDE, depois vim para aqui como professor. Fiz aqui a minha carreira e com certeza que continuei a minha actividade, quer do ponto de vista cultural, quer do ponto de vista político, quer do ponto de vista, digamos, de uma intervenção social.”

Licenciatura em Filosofia | Ano de conclusão: 1970

 

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