José Eduardo Franco

Historiador, Ensaísta e Tradutor

jose franco

Nascido a 17 de Fevereiro de 1969, José Eduardo Franco foi aluno de Mestrado na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, concluído em 1999, com a tese A ideia de Portugal em Fernando Oliveira: Posicionamentos em torno da Crise Sucessória de 1580, após a conclusão da Licenciatura em Teologia na Universidade Católica de Lisboa (1995) e do Mestrado em História de Educação na Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa (1997).

Ainda durante a Licenciatura, foi um dos membros fundadores do Grupo de Reflexão Ecuménica da Universidade Católica Portuguesa, onde permaneceu entre 1990 e 1991. Também em 1990, o alumnus organiza o I Congresso de Cultura Madeirense e, dois anos depois, torna-se membro fundador da Associação de Universitários Madeirenses, sendo o actual Presidente dessa instituição. A 1998, começa a colaborar como investigador para o Centro de Literatura e Cultura Portuguesa e Brasileira da Universidade Católica Portuguesa, onde permanece até hoje, sendo também esta a altura da publicação de duas obras, Vieira na Literatura Anti-Jesuítica (1997), elaborada em conjunto com Bruno Cardoso Reis, e O Mito do Milénio (1999), em co-autoria com José Manuel Fernandes.

O ano de 2000 marca a entrada de José Eduardo Franco para um vasto conjunto de associações e centros investigativos, nomeadamente no American Association of Teachers of Spanish and Portuguese, no Modern Language Association of America e na Sociedade Portuguesa de Estudos do Século XVIII, associando-se, no ano seguinte à Association Française pour l’Étude du Monde Arabe et Musulman, à Tertúlia inter-universitária Nova Lux, de que é membro fundador, e ao Centro Faces de Eva - Estudos sobre a Mulher da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, que também ajudou a fundar.

Das instituições de que foi membro fundador, destacam-se o Gabinete de Estudos Pombalinos do CLEPU (2003), o Gabinete de Estudos Lusófonos das Ordens e Congregações do Instituto São Tomás de Aquino (2003), a Associação AMEM da Universidade Nova de Lisboa (de que é, actualmente, Presidente do Conselho Fiscal), o Centro de Estudos Brasil-Europa (2003), a Equipa de Investigação Padre Manuel Antunes do CLEPUL (2005), a Associação Internacional de Estudos Ibero-Eslavos (CompaRes) (2007), da qual é o actual Vice-Presidente, o Laboratório de Estudos da Religião, das Congregações e das Ordens no Brasil (2008), o Círculo de Cipião: Academia de Jovens Investigadores (2008), a Associação Portuguesa para o Estudo das Religiões (2008), a Associação Portuguesa de Eneagrama (APE) (2008), onde é o actual Presidente da Assembleia Geral, o Círculo Literário Agustina Bessa-Luís (2012), o Instituto Europeu de Ciências da Cultura Padre Manuel Antunes (2012) e a Sociedade Portuguesa de Retórica (2013), da qual é Membro da Direcção.

Da vasta lista bibliográfica que elaborou ao longo da carreira de historiador e investigador, sobretudo vocacionada para os Jesuítas e para as utopias nacionais, a obra Sociedade Histórica da Independência de Portugal foi a vencedora do Prémio Livro do Ano, em 2004, recebendo, em 2009, uma Menção Honrosa no Prémio Monografia Regional. A colectânea de volumes Obra Completa do Padre António Vieira foi também distinguida, em 2013, vencendo a categoria de Livro do Ano para o jornal Público, para a revista Sábado e para o Jornal de Letras.

Entre muitas outras obras de destaque, são de referir o Mito de Portugal (2000), galardoado com o Primeiro Prémio “Livro 2004” da Sociedade Histórica da Independência de Portugal, a Monita Secreta (Instruções Secretas dos Jesuítas). História de um manual conspiracionista, em coautoria com Christine Vogel (2002), as Metamorfoses de um povo: Religião e Política nos Regimentos da Inquisição Portuguesa – com a edição completa de Regimentos da Inquisição Portuguesa, em co-autoria com Paulo de Assunção (2004), O Mito dos Jesuítas em Portugal e no Brasil, Séculos XVI-XX (2006/2007), O Padre António Vieira e as Mulheres: Uma visão barroca do Universo feminino, em co-autoria com Isabel Morán Cabanas (2008), figura que torna a abordar, no mesmo ano, com Padre António Vieira (1608 – 1697): Imperador da Língua Portuguesa, Holodomor - A desconhecida tragédia ucraniana (1932-1933), da qual foi autor e co-editor, entre tantas outras obras. Para além da actividade literária em obras de foi autor, colaborou também com inúmeras publicações periódicas, como a Revista Lusófona de Ciências das Religiões, na revista Schemá, onde manteve actividade desde os inícios dos anos 90, na revista Brotéria, e em publicações demais. Levou ainda a cabo a tradução de obras francesas, latinas e castelhanas de autores como Michel Leroy, Lucian Boia, Nicolas Bustilo e outros autores estrangeiros.

Exerceu também na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde, até 2012, foi Presidente da Direcção do Instituto Europeu de Ciências da Cultura Padre Manuel Antunes (em parceria com a ESAD) e, a partir dessa data, tornou-se o Director do CLEPUL (Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa), funções que acumulou, a partir de 2015, com as de Professor Catedrático da Universidade Aberta, onde dirige a CIDH – Cátedra FCT/Infante Dom Henrique de Estudos Insulares e da Globalização (Universidade Aberta/Polo do CLEPUL – Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa).