Emília Ferreira

Escritora, Historiadora e Investigadora

emilia ferreira

Nascida a 2 de Fevereiro de 1963 (Lisboa), Emília Ferreira foi aluna da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa durante a década de 80, onde concluiu a Licenciatura em Filosofia. Em 1987, surgem as suas primeiras publicações, no DN Jovem. Dois anos depois, colabora com o semanário O Jornal (até 1991), com o jornal Público (1993-2001 e 2003-2007) e DNA (suplemento cultural do Diário de Notícias, 2002-2003). De 1999 a 2007, foi também redactora da revista MID, tendo ainda colaborado em publicações como Seara Nova, Faces de Eva, Margens e Confluências, O Escritor, Casa & Jardim e Rua Larga. Embora a alumna tenha marcado a sua presença no mundo das publicações periódicas, é também autora de romances, artigos científicos e projectos de investigação, relacionados sobretudo com a área da Arte, Curadoria e Cultura, sendo mestre (com uma dissertação intitulada História dos Museus Públicos de Arte no Portugal de Oitocentos: 1833-1884) e doutora (com a tese Lisboa em Festa: a Exposição Retrospectiva de Arte Ornamental Portuguesa e Espanhola, 1882, Antecedentes e Materialização) em História da Arte Contemporânea pela Faculdade de Ciências Sociais da Universidade Nova de Lisboa.

É, desde 1998, comissária de exposições de Artes Plásticas, estreando-se, neste contexto, ao lado de Klaus von Gaffron, com a exposição colectiva Circuitos D’Água, que teve lugar no Museu da Electricidade. No ano anterior, tornara-se colaboradora do Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian e, em 2000, investigadora e curadora pela Casa da Cerca - Centro de Arte Contemporânea, da qual era membro desde 1997. Até esta altura, Emília Ferreira publicara também algumas obras literárias da sua autoria, recebendo, a 1994, a III Edição do Prémio Literário 25 de Abril (Paio Pires) com o romance Marés. A mesma obra tornou a ser distinguida, dois anos depois, com o Prémio Literário Almeida Firmino, de S. Roque do Pico (Açores). A 1998, outra sua obra, O Espelho que Reflecte, foi a vencedora do Prémio de Poesia e Ficção de Almada — Ficção Narrativa.

Enquanto curadora independente, organizou mais de 20 exposições, co-comissariando, com Ana Vasconcelos e Melo, a retrospectiva ‘’Dominguez Alvarez, 770, Rua Vigorosa, Porto” (2006), no âmbito do 50º aniversário da Fundação Calouste Gulbenkian, que tornou a ser organizada, no ano seguinte, no Museu de Pontevedra (Espanha). Comissariou também Rui Sanches. As Margens da Linha, exposição itinerante levada a cabo entre 2006 e 2007, Mily Possoz, uma gramática modernista (2010), SIM. Sofia Areal. Pintura e Desenho (2000-2011) e Amores, Diálogo da Fundação Millennium BCP com o Museu Nacional de Etnologia (2014), entre outras. No mesmo período, elaborou também diversos artigos e publicações referentes à Arte Moderna e Contemporânea, de onde se destacam as obras Arte Moderna e Contemporânea A minha primeira colecção, a primeira colecção nacional sobre o tema destinada ao público infanto-juvenil, composta por 10 volumes todos escritos pela alumna, a monografia Paula Rego ou a Vertigem de Alice (2010), ou as colaborações em obras como Mulheres Pintoras em Portugal: de Josefa D’Óbidos a Paula Rego (editada pela Esfera do Caos Editores, em 2012, para onde elaborou artigos sobre Milly Possoz), ou como A Dança e a Música nas Artes Plásticas do Século XX (editada pela Colibri, para onde elaborou artigos sobre Paula Rego), totalizando, até ao Presente, mais de uma dezena de colaborações em obras colectivas dedicadas à Arte Moderna e Contemporânea e à preservação patrimonial.

Apesar da sua actividade de natureza académica e científica, a sua obra literária ficcional continuou a receber diversas distinções. Em 2001, o romance No princípio do mundo, uma tâmara é premiado com o Prémio Literário Vasco Branco. Já a 2007, a obra Os Barqueiros do Rio Cheio é a vencedora do Prémio Branquinho da Fonseca de Conto Fantástico, o mesmo ano em que a monografia Mily Possoz, uma monografia ganha o Prémio Literário Afonso Duarte. No ano seguinte, o romance Cartografia Íntima arrecada o Prémio Vergílio Ferreira. Em 2009, Visões do Azul, um livro de contos, é o vencedor do Prémio Literário António Paulouro. Em 2013, foi também a vencedora do Prémio de Poesia e Ficção de Almada, na categoria de Ficção Narrativa.

Actualmente, Emília Ferreira mantém actividade de investigadora no Instituto de História da Arte da Universidade Nova de Lisboa, na linha Museum Studies.