Fernando Pinto Amaral

Professor, Poeta e Tradutor

fernando pinto amaral

Fernando José Branco Pinto do Amaral, nascido a 12 de Maio de 1960, foi aluno da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa a partir de 1982, data em que interrompe o curso de Medicina, também pela Universidade de Lisboa, que frequentara sem nunca o chegar a concluir. Assim, a 1986, termina a Licenciatura em Línguas e Literaturas Modernas e, no ano seguinte, inicia a carreira de docente nesta Faculdade, onde, a 1990, conclui o Mestrado em Poesia Contemporânea. Esta é também a data que assinala o início do seu percurso literário enquanto autor, poeta e ensaísta, publicando, ao longo da década de 90, seis obras suas, nomeadamente Acédia (Poesia, 1990), O mosaico fluído: modernidade e pós-modernidade na poesia portuguesa mais recente (Ensaio, 1991), obra que, a 1992, arrecadou o Prémio PEN Clube Português na categoria de Ensaio, Na órbita de Saturno: cinco ensaios e uma paráfrase (Ensaio, 1992), A escada de Jacob (Poesia, 1993), Às cegas (Poesia, 1997) e, entre 1999 e 2000, a compilação Poesia Reunida. É também neste período que conclui o Doutoramento pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa com a tese Discurso e imagens da melancolia na Poesia Portuguesa do século XX, apresentada em 1999.

De meados dos anos 90 aos inícios dos anos 2000, Fernando Pinto do Amaral assume um activo e estabelecido papel da divulgação e enriquecimento da Literatura em Portugal. Desde 1996 que integra a Direcção da Fundação Luís Miguel Nava e também a do Conselho Editorial da revista Relâmpago (publicada desde 1997), tendo ainda colaborado com outras publicações, como o Jornal de Lisboa, o jornal Público, o periódico Diário de Notícias, a revista COLÓQUIO/Letras, na revista LER, entre outras, num vasto percurso de colaborações e redacção de artigos, iniciado na revista A Phala, ainda nos anos 80. Nessa revista, é de destacar o seu trabalho no número de Dezembro de 1988, em que, na condição de membro do grupo organizador, organiza a edição especial Um Século de Poesia. Dentro da actividade literária, é ainda de referir a sua passagem na área da tradução, cujo trabalho da tradução das Flores do Mal, de Charles Baudelaire, lhe valeu o Grande Prémio da Associação Portuguesa de Tradutores (1993). Traduziu também Poemas Saturnianos e Outros, de Verlaine (1994) e as Obras Completas, do poeta argentino Jorge Luís Borges (1998/99).

Fernando Pinto do Amaral foi o comissário da exposição “100 Livros do Século” (CCB, 1998), tendo igualmente comissariado as presenças portuguesas na Feira do Livro de Frankfurt, em 1998 e 1999, do Salão do Livro de Genebra, em 2001, e na LIBER – Feira do Livro de Barcelona, em 2002. Durante os anos 2000, publica um novo conjunto de obras, dispersas por diferentes categorias.
A 2002, é publicada a sua tradução da Antologia Poética de Gabriela Mistral, o mesmo ano em que lança 100 Livros Portugueses do Século XX, uma obra de divulgação. Dois anos depois, são lançadas as obras Pena Suspensa, obra poética, e A Aventura no Game Boy, escrita para o público infanto-juvenil. A 2006, publica o livro de contos Área de Serviço e Outras Histórias de Amor e, no ano seguinte, A Luz da Madrugada, nova obra poética, retornando ao Romance a 2009, com a obra O Segredo de Leonardo Volpi. Foi também em 2009 que Fernando Pinto Amaral iniciou funções de comissário do Plano Nacional de Leitura, um ano depois de ter recebido, em Madrid, o Prémio Goya, na categoria de Melhor Canção Original pelo seu Fado da Saudade, interpretado por Carlos do Carmo no filme Fados, de Carlos Saura.

Até ao Presente, Fernando Pinto do Amaral continua a exercer funções como docente, escritor e comissário do Plano Nacional de Leitura. Considerado uma das revelações literárias dos anos 90 e uma figura incontestavelmente ligada às diferentes actividades literárias, é ainda membro permanente do Júri do Prémio Dom Dinis, da Fundação da Casa de Mateus.