António Emiliano

Professor, Linguista e Músico

emiliano

António Henrique de Figueiredo Pedro de Albuquerque Emiliano nasceu no dia 25 de Janeiro de 1959, em Lisboa. Frequentou o 1º ano da Licenciatura em Engenharia Electrotécnica do Instituto Superior Técnico, que abandonou, e acabou por se licenciar na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa em Línguas e Literaturas Modernas – Estudos Portugueses e Ingleses, em 1982.

Entre os anos de 1983 e 1984, colaborou em vários espectáculos realizados no Frágil por Anamar e Luís Madureira. Em 1985 produziu o disco Em Pessoa, de José Campos e Sousa, com textos de Fernando Pessoa e foi nesse mesmo ano que deu início à sua actividade de criação musical fazendo a banda sonora da peça Teatro de Enormidades Apenas Críveis à Luz Eléctrica, espectáculo baseado em textos de Aquilino Ribeiro, concebido por Ricardo Pais, Olga Roriz, Luís Madureira e António Emiliano, com cenografia e figurinos de António Lagarto, pelo qual recebeu o Prémio da Crítica para Melhor Música de Teatro.

No ano seguinte, em 1986, produziu a música do bailado Espaço Vazio (com coreografia de Olga Roriz), das bandas sonoras dos filmes Repórter X de José de Nascimento (onde também entra como actor) e Duma Vez Por Todas, de Joaquim Leitão, pelos quais recebeu o Prémio de Música do Instituto Português de Cinema e ainda da peça Anatol com encenação de Ricardo Pais, pelo qual recebeu o Prémio da Crítica para Melhor Música de Teatro. Assinou ainda a produção e arranjos do disco Na Vida Real de Sérgio Godinho que viria a vencer o Se7e de Ouro 86 para Disco de Música Popular.

Em 1987 regressou à Faculdade de Letras para realizar o Mestrado em Linguística Portuguesa Histórica e, nesse mesmo ano, compôs a música do bailado Treze Gestos de Um Corpo, de Olga Roriz. Produziu ainda os discos Aguaceiro de Lena d'Água e Negro Fado de Vitorino e volta a colaborar com Luís Madureira.

Em 1988 fez a banda sonora do filme A Mulher do Próximo, de José Fonseca e Costa e Voltar, de Joaquim Leitão. Em 1989 recebeu o Prémio Garrett Especial de Música, pelo espectáculo Fausto, Fernando, Fragmentos. Em 1990 volta a colaborar com Joaquim Leitão, em dois filmes da série Love At First Sight, e com José Fonseca e Costa no filme Os Cornos de Cronos. Em 1991 produz a banda sonora do filme Ao Fim da Noite, de Joaquim Leitão. É ainda o autor da semi-ópera Amor de Perdição, com encenação de Ricardo Pais e coreografia de Olga Roriz, obra apresentada em Lisboa no Teatro Nacional de São Carlos e em Bruxelas no Théâtre Royal de La Monnaie.

Em 1993 criou a faixa Matar Saudades, incluída na reedição do disco Banda do Casaco Com Ti Chitas e colaborou na coreografia The Seven Silences of Salome estreado em Londres, espectáculo que recebeu o Time Out Award para melhor bailado do ano. Em 1994, assinou a banda sonora do filme de Joaquim Leitão, Uma Vida Normal, e por ocasião das comemorações do centenário do Infante D. Henrique, colabora na Miscelânea de Garcia de Resende, com encenação e dramaturgia de Rogério de Carvalho. Assinou ainda a banda sonora da Tragicomédia de D. Duardos, de Gil Vicente, com encenação de Ricardo Pais.

Em 1996 suspendeu a sua actividade artística com o intuito de se dedicar à docência e à investigação na área da Linguística. Nesse mesmo ano concluiu o doutoramento em Linguística Portuguesa na Universidade Nova de Lisboa.

Só em 2005 regressou à criação musical, com produções para a Companhia Nacional de Bailado e em 2006 fez a banda sonora do filme de Joaquim Leitão, 20.13. Em 2008 criou a música para a declamação, por Pedro Abrunhosa, de poemas de Paulo Teixeira Pinto na apresentação pública do livro LXXXI - Poema Teorema e em 2010 criou a música para o vídeo institucional de apresentação de BABEL realizado por Paulo Seabra. Entre 2010 e 2013 foi Embaixador Roland, no âmbito do Roland Value Co-Creation Programme por convite do Presidente do Conselho Superior da Roland Corporation.