Irene Flunser Pimentel

Historiadora

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Nascida a 2 de Maio de 1950, Irene Flunser Pimentel estudou na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde tirou a licenciatura em História em 1984. Em 1997 conclui o mestrado em História Contemporânea (variante Século XX) pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, com a tese Contributos para a História das Mulheres no Estado Novo, que daria lugar à obra História das Organizações Femininas no Estado Novo, publicada em 1999 e vencedora do Prémio Carolina Michaelis. É doutorada em História Institucional e Política Contemporânea, pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

Desde 1994 que é colaboradora na revista História, da qual foi editora até final de 2001. É também investigadora na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, onde coordenou o projecto “Justiça Política na Transição para a Democracia em Portugal”, financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia.

Irene Flunser Pimentel é reconhecida, sobretudo, pela vasta investigação levada a cabo relativamente às diversas instituições do Estado Novo (organizações femininas e de juventude, bem como a polícia política), à Segunda Guerra Mundial, ao Nacional-Socialismo alemão e ao Holocausto, entre outros temas da contemporaneidade histórica europeia ligados a sistemas ditatoriais e fascizantes.

Destas investigações resultam uma extensa bibliografia, totalmente dominada por estes temas, de onde se destacam, para além da já referida História das Organizações Femininas no Estado Novo, as obras Judeus em Portugal durante a Segunda Guerra Mundial. Em fuga a Hitler e ao Holocausto, publicada em 2006 e premiada em 2007 com o Prémio Ex-Aequo Adérito Sedas Nunes, atribuído pelo Instituto de Ciências Sociais, e a História da PIDE, publicada em 2007 e distinguida no ano seguinte com o Prémio Especial da Revista Máxima. A estes dois prémios somam-se ainda o Prémio Pessoa em 2007, e o Prémio Seeds of Science, na categoria de “Ciências Sociais e Humanas”, em 2009. Em 2012, recebeu o Prémio Máxima na categoria de “Ensaio” pela obra A Cada Um o Seu Lugar. A Política Feminina do Estado Novo, publicada no ano anterior, retomando a temática da sua tese de mestrado e da obra publicada em 1999.

Três anos depois, em 2015, foi condecorada com a Legião de Honra.