João Barreiros

Escritor, Tradutor e Críticojoao barreiros

Nascido a 31 de Julho de 1952, João Manuel Rosado Barreiros, também conhecido pelo pseudónimo José de Barros, foi aluno da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa durante a década de 70 onde, em 1977, conclui a Licenciatura em Filosofia, conciliando o percurso estudantil com o de docente de Ensino Secundário, iniciado em 1975.

Até então, dois dos seus contos tinham já ganho Prémios Literários, em 1966 e por volta de 1970, ainda que só um dos contos tenha sido publicado em Portugal, num suplemento do Diário de Lisboa. No ano da conclusão da Licenciatura, torna a publicar uma pequena colectânea de dois contos, auto-editada, e intitulada Duas Fábulas Tecnocráticas.

Já durante a década de 80, o alumnus dedica-se à elaboração e publicação das primeiras traduções, traduzindo, entre 1981 a 1985, Por Outros Mundos, de A. A. Attanasio (1981), O Olho da Rainha, de Phillip Mann (1982), Os Pescadores de Trevamar, de Roger Eldridge (1982), A Canção de Kali, de Dan Simmons (1985), altura em que elaborou também os seus primeiros artigos. Durante a década de 80, colabora com o semanário E Ainda…, com a revista Omnia, escreve os artigos A Ficção Científica Como Tema e Problema e FC no Cinema: A História de uma Traição?, para a Antologia da Cinemateca 1984, o Futuro é já Hoje? (editada por João Bénard da Costa), tendo participado feitura do Grande Ciclo do Filme de FC de 1984, patrocinado pela Cinemateca Portuguesa e Fundação Gulbenkian, criando, desde logo, uma forte proximidade com a área do Cinema, direccionada, sobretudo, para a Ficção Científica, género a que dedicaria boa parte da sua bibliografia, sobretudo a partir dos anos 90. É também na década de 90 que o alumnus reedita alguns dos seus contos, dispersos por revistas e outras publicações periódicas, sob a forma de antologias, destacando-se O Caçador de Brinquedos e Outras Histórias (1994) e, dois anos depois, publica o romance Terrarium, escrito em colaboração com Luís Filipe Silva.

Na mesma altura, João Barreiros passa também a elaborar uma história por ano, que integrava depois as antologias editadas por ocasião dos Encontros de FC&F de Cascais (até 1999). Em 1995, visando a divulgação da Ficção Científica como género em Portugal, João Barreiros torna-se membro co-fundador da Simetria – Associação Portuguesa de Ficção Científica e Fantástico, de onde se retirou quatro anos depois. Em 2000 retorna ao Conto, na revista Paradoxo e na antologia Linhas Cruzadas. No ano seguinte, estreia-se na E-nigma, com a sua adaptação da produção da Disney No Céu Entre os Dumbos (a que foi dedicado um chapbook pela editora Areia, em 2006), revista onde são reeditados vários dos seus contos. Em 2002, publica o livro Não Estamos Divertidos, a que se segue A Verdadeira Invasão dos Marcianos (2004), que mereceu edição espanhola e criticas bastante favoráveis no jornal El País.

Em meados dos anos 2000, João Barreiros colabora também com publicações como o jornal Público ou a revista Invista, tendo ainda colaborado com a revista Somnium, a revista Paradoxo, a revista Ler e a revista Os Meus Livros, mantendo actividade de crítico, analista e estudioso de questões relacionadas com a Ficção. Em 2005, torna-se membro da Associação Portuguesa do Fantástico nas Artes.

Até ao Presente, João Barreiros continua a dedicar-se à elaboração e publicação do seu trabalho, tendo publicado uma dezena de livros entre 2010 e 2015, de onde se destacam obras como a compilação Se Acordar Antes de Morrer (2010), Os Anos de Ouro da Pulp Fiction Portuguesa (2011), Lisboa no Ano 2000 – Uma Antologia Assombrosa Sobre uma Cidade que Nunca Existiu (2013) ou O Coração é um Predador Solitário (2015).