Pedro Costa

costa pedroRealizador e Cineasta

Nascido em 1959 em Lisboa, Pedro Costa foi aluno do curso de História na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, que abandonou nos finais da década de 70 para se dedicar inteiramente à actividade cinematográfica, uma vocação já praticada pelo seu pai, o jornalista e realizador de televisão Luís Filipe Costa. Pedro Costa conclui, então, o Curso da Escola Superior de Cinema do Conservatório Nacional, iniciando-se neste meio em 1985, como Assistente de Realização de Jorge Silva Melo e de João Botelho. Desde 1984 que Pedro Costa vinha também a realizar algumas curtas-metragens próprias, nomeadamente É Tudo Invenção Nossa (1984), Manel (1984) e Cartas a Júlia (1987), com a sua primeira longa-metragem, O Sangue, realizada em 1989.

A obra de Pedro Costa segue a tradição explorada por cineastas como António Reis ou Ricardo Costa, recorrendo frequentemente a um género com importante tradição no cinema português, a docuficção, tradição lançada por nomes como Manoel de Oliveira ou António Campos. O seu trabalho caracteriza-se também pelo uso de pequenas câmaras digitais, em mini-DV, numa fase inicial. Outras obras que assinalam esta sua primeira fase são, por exemplo, Casa de Lava (1995), Ossos (1997) ou No Quarto da Vanda (2000), esta última vencedora do Prémio France Culture para o Cineasta Estrangeiro do Ano, no Festival de Cannes de 2002. A 2001, é o responsável por um dos episódios da série documental francesa Cinéma, de notre temps, o mesmo ano em que realiza o documentário Onde Jaz o Teu Sorriso e um segundo documentário, de duração mais curta, 6 Bagatelas. Desta data até 2010, tornou a realizar algumas curtas e longas-metragens, das quais se destacam Ne change rien (curta-metragem realizada em 2005), Juventude em Marcha (longa-metragem referente às comunidades cabo-verdianas em 1975, realizada em 2006), O Estado do Mundo (segmento da obra Tarrafal, elaborado em 2007), Memories (segmento de The Rabbit Hunters, levada a cabo em 2007) e a versão documental de Ne change rien, elaborada em 2009.

A partir de 2010, Pedro Costa torna-se numa figura internacionalmente reconhecida do Cinema Português. Nesse mesmo ano, foi feita uma retrospectiva sobre a obra deste realizador na Cinemateca Francesa. Dois anos depois, recebe um Prémio Especial pelo conjunto da toda a obra realizada, no Festival Internacional de Cinema de Split, a Setembro de 2012. A 2014 é estreada outra sua longa-metragem, o filme Cavalo Dinheiro, valeu a Pedro Costa o Leopardo de Melhor Realizador no festival de Locarno (Suíça), na categoria de Melhor Realização, ocasião em que Pedro Costa foi também distinguido com uma menção especial do Prémio FICC/IFFS (Federação Internacional de Cineclubes).