José Barata-Moura

Filósofo, Professor Universitário e Cantormoura barata

José Adriano Rodrigues Barata-Moura nasceu em Lisboa, a 26 de Junho de 1948. Filósofo e cantor português, tem tanto discos musicais como livros de filosofia publicados.

Fez os seus estudos pré-universitários em França e realizou a Licenciatura em Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, em 1970, e o Doutoramento, em 1980. Conta com várias obras dedicadas a esta área do saber, que incluem estudos sobre filósofos com obra tão variegada como Aristóteles, Kant, Marx, entre outros.

A sua carreira universitária desenvolveu-se na Faculdade de Letras da Universiade de Lisboa, onde foi Presidente do Conselho Directivo de 1981 a 1982, tendo passado a Professor Catedrático em 1986. Em 1998 foi eleito Reitor da Universidade de Lisboa, cargo que desempenhou até 2006.

É membro de várias sociedades científicas, tendo sido presidente da Internationale Gesellschaft für dialektische Philosophie, de 1996 a 2000 e desde 2002 é membro do Conselho de Administração do Portal Universia Portugal. Foi ainda eleito membro correspondente da Academia das Ciências de Lisboa (Classe de Letras), em 2008. Enquanto autor, o alumnus, estreado em 1972 com a obra Kant e o conceito de Filosofia, soma mais de duas dezenas de publicações, que se tratam essencialmente de estudos e ensaios filosóficos. Entre os vários exemplares, destacam-se Estética da Canção Política (1977), O Coelho Barafunda (1979), Para uma Crítica da "Filosofia dos Valores" (1982), Da representação à "práxis" (1986, tema que é também tratado na obra seguinte, Ontologias da "práxis", e idealismos, no mesmo ano), Marx e a Crítica da "Escola Histórica do Direito" (1994), Estudos de Filosofia Portuguesa (1999) ou Sobre Lénine e a Filosofia. A Reivindicação de uma Ontologia Materialista Dialéctica com Projecto (2013), entre tantas outras obras vocacionadas para o estado da Filosofia.

Apesar de filósofo e pensador, José Barata-Moura é também um enorme admirador de Música, popularizando-se como cantor de intervenção. Em 1970 cantou pela primeira vez na televisão, no programa Zip-Zip, apresentando a música Ballade du Bidonville, cuja tradução foi interdita pela censura. Todavia, foi como cantor infantil que ficou célebre, tendo composto e interpretado músicas como Joana come a papa, Olha a bola Manel e O Fungagá da Bicharada. Esta actividade musical surgiu nos anos 60, quando começou a entreter as crianças da família da sua namorada, actual esposa, e essas músicas fazem parte da vida e do crescimento de várias gerações e tornaram-se parte integrante do vocabulário e das referências dos portugueses. O fungagá da bicharada deu origem, inclusivamente, a um programa infantil na televisão, apresentado por Júlio Isidro, que alcançou um enorme sucesso. O seu último disco foi lançado em 2005 e inclui o melhor das suas criações, intitulando-se Obra Infantil Completa.

No campo da política, em 1993 e 1994, foi deputado no Parlamento Europeu. Intitula-se um “militante anónimo” do Partido Comunista Português, tendo sido mandatário nacional da candidatura presidencial de Francisco Lopes, em 2011.

 
Consulte a testemunho de José Barata-Moura