Cucha Carvalheiro

Actriz e Encenadoracarvalheiro cucha

Olinda Maria Carvalheiro da Fonseca e Costa, mais conhecida por Cucha Carvalheiro, nasceu a 21 de Outubro de 1948, em Lisboa. Durante a sua licenciatura em Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, foi sempre participando no teatro universitário. Apaixonada pelo teatro, nunca pensou que se tornasse a sua profissão, pois chegou a ser professora durante sete anos.

Em 1979, Cucha Carvalheiro, tornou-se actriz profissional no Teatro do Mundo, onde foi aluna de Manuela de Freitas e Jean-Pierre Tailhade. Nessa mesma altura, escreveu livros escolares, uma obra infantil, e também trabalhou como argumentista e deu aulas de interpretação na Escola Superior de Teatro e Cinema.
Tem interpretado os mais diversos papéis, onde constam alguns autores de comédia como Alan Ayckburn, Eduardo de Filippo, Feydeau e Neil Simon, na tragédia representou obras de Eurípedes, Kleist e Sófocles, no drama interpretou Brian Friel, Nicholas Wright, Tchekov, Tennessee Williams, e na farsa, Gil Vicente, Jean Genet e Richard Dérmacy, tendo sido dirigida por Jorge Listopad, Rogério de Carvalho, João Mota, Mário Viegas, Fernanda Lapa, Ricardo Marquez, Michel Mathieu, entre outros.

Em 1982 estreou-se no cinema em Silvestre, de João César Monteiro, tendo trabalhado depois com José Fonseca e Costa na Balada da Praia dos Cães, Os Cornos de Cronos, Cinco Dias, Cinco Noites e O Fascínio, Adeus Princesa de Jorge Paixão da Costa, Carga Infernal de Fernando Silva, O Anjo da Guarda de Margarida Gil, A Cozinheira que engoliu um alfinete (curta-metragem) de Rita Palma, Contas do Morto de Rita Nunes e o O Meu Sósia e Eu de Tiago Guedes.

Em 1995 é fundadora, juntamente com Fernanda Lapa, da Escola de Mulheres – Oficina de Teatro. Em 1997 integra o elenco de Portas Comunicantes na Comuna, e em 2011 Casamento Em Jogo, no Teatro da Trindade.

O ano de 2004 fica marcado como o ano em que vence o Globo de Ouro para Melhor Actriz de Teatro, pelo seu desempenho em A Cabra, de Edward Albee, na Comuna. Em 2006, encena Hotel dos Dois Mundos, de Eric-Emmanuel Schmitt, na Sala Estúdio do Teatro Nacional D. Maria II.

Em 2009, é nomeada para dirigir o Teatro da Trindade, cargo que exerceu até 2013. Ao Teatro da Trindade levou peças como a ópera bufa Quixote, de António José da Silva, com encenação de João Brites, Máquina de Somar, com encenação de Fernanda Lapa, Vale, de Madalena Victorino e a adaptação para teatro do romance de Lídia Jorge, O Dia dos Prodígios. Não se Ganha, Não se Paga, de Dario Fo, com encenação de Maria Emília Correia e O Libertino, de Éric-Emmanuel Schmitt, com encenação de José Fonseca e Costa foram outras das peças que marcaram este seu período no Trindade. Além disso, também procurou dar ao público peças clássicas de TcheKov (Vânia), Shakespeare (Otelo), Arthur Miller (Do Alto da Ponte), Beckett (Dias Felizes e O quê?) e Edward Albee (Casamento em Jogo).

Além disso, Cucha Carvalheiro participou em dobragens de diversas personagens de filmes infantis e deu voz à Bruxa, na Branca de Neve e os Sete Anões, Rainha de Copas em Alice no País das Maravilhas, Flora em A Bela Adormecida, a Úrsula em A Pequena Sereia, Shenzi em O Rei Leão, a Sra Cabeça Batata no Toy Story, entre outros.

Cucha Carvalheiro é também um rosto bem conhecida da televisão, destacando-se algumas novelas como A Paz dos Anjos (1994), A Mulher do Sr. Ministro (1997), Ballet-Rose (1998), Olhos de Água (2001), Os Lobos (1998-1999), Olhos de Água (2001), Super Pai (2002), Olhar da Serpente (2002-2003), Baía das Mulheres (2004-2005), Vingança (2007), Flor do Mar (2008-2009), Depois do Adeus (2013), O Beijo do Escorpião (2014), A Única Mulher (2015), entre diversos outros projectos.