Miguel Guilherme

Actor e Encenadorgui8lherme miguel

Miguel Guilherme Guerra Neves de Almeida, ou simplesmente Miguel Guilherme, como é conhecido, nasceu a 15 de Novembro de 1958 em Lisboa, e, durante os últimos anos da década de 70, foi aluno da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde frequentou o curso de Antropologia, sem nunca o chegar a concluir, dada a sua preferência pelo mundo da representação.

É neste contexto que, em 1978, inicia a carreira de actor no Teatro da Comuna, destacando-se na peça O Dragão, de Eugène Schwartz, com João Mota, e tendo interpretado ainda peças de autores como Bertolt Brecht, António José da Silva, Hélder Costa, entre outros. Nos anos seguintes, trabalha com João Lourenço, no Teatro Aberto, e Mário Feliciano, no Teatro São Luiz. Em 1987, inicia uma colaboração regular com o Teatro da Cornucópia, na altura sob a direcção de Luís Miguel Cintra, instituição onde encena a peça Desastres (realizada a partir de uma colagem de textos de Ionesco, Samuel Beckett e Philip Dick. A sua estreia no âmbito da encenação, porém, já se tinha dado com a peça Perversões, de David Mamet, ao lado de José Pedro Gomes, para o Clube Estefânia. É também em 1987 que começa a colaborar com Herman José, primeiramente em Humor de Perdição, onde desempenha o papel do ‘’Betinho de Sallette’’, seguindo-se Herman Enciclopédia (1997), Herman 98 (1998) e Herman 99 (1999).

Miguel Guilherme é também um conhecido actor de Cinema, destacando-se num dos seus primeiros trabalhos cinematográficos, Filha da Mãe, de João Canijo, em 1990, seguindo-se a primeira de uma vasta série de colaborações com o prestigiado Manoel de Oliveira, de que se destacam as participações em Non ou a Vã Glória de Mandar (1990), A Divina Comédia (que protagonizou, em 1991), Vale Abraão (1993), A Caixa (1994), Palavra e Utopia (2000) e O Quinto Império (2004).

Trabalhou ainda com outros realizadores e cineastas nacionais de grande reconhecimento, nomeadamente Jorge Silva Melo, Fernando Lopes, José Fonseca e Costa, António-Pedro Vasconcelos, Solveig Nordlund, Paulo Rocha, entre outros, participando ainda no remake do Pátio das Cantigas, em 2015.

A par da actividade cinematográfica, Miguel Guilherme continuou a ser uma presença assídua no pequeno ecrã, participando não só nas produções de Herman José, mas também noutras produções seriadas, humorísticas e não-humorísticas, como A Mulher do Senhor Ministro (RTP, 1996), Sozinhos em Casa (RTP, 1993-1994) ou Inspector Max (TVI, 2004). Em 2006, protagonizou a série Bocage, produção nomeada pelo prestigiado Festival de Cannes como uma das melhores séries europeias desse ano. Do ano seguinte até 2011, deu vida a António Lopes na série Conta-me Como Foi (RTP), desempenho que intercalou com a participação em Casos de Vida (TVI), no ano de 2008, e Noite Sangrenta (RTP), em 2010, onde interpretou Óscar Carmona. Em 2011, retoma o humor, participando na série O Último a Sair, que satiriza o formato dos reality shows (RTP). Em 2014, torna a participar numa produção humorística, da autoria de Ricardo Araújo Pereira, Melhor do que Falecer, transmitida pela TVI, estação onde trabalhara previamente em algumas novelas, nomeadamente Doce Tentação (2012-2013) e Mundo ao Contrário (2013).

Em 2015 desempenha o papel de Luís Noronha na telenovela da TVI intitulada Coração d'Ouro.