Luísa Costa Gomes

Escritora e Dramaturgacosta gomes luisa

Nascida a 16 de Junho de 1954, Luísa Costa Gomes foi aluna da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa no início dos anos 70, onde se licenciou em Filosofia. É também neste período que inicia a sua actividade docente no Ensino Secundário, bem como os seus primeiros trabalhos como freelancer na área do Jornalismo.

Em 1981 dá-se a sua estreia no mundo da Literatura, sendo também o ano do lançamento da primeira obra da sua autoria, 13 Contos de Sobressalto, a primeira de um acervo vasto e diversificado a crescer até ao presente. De entre as várias formas literárias a que se dedicou, destacam-se o conto, o romance e o drama, tendo ainda escrito o libreto de algumas óperas, entre elas o célebre Corvo Branco, de Philip Glass, com encenação de Robert Wilson, apresentado por ocasião da Expo 98 em Lisboa (e também em Madrid e em Nova Iorque, posteriormente).

Enquanto escritora foi distinguida em várias ocasiões, recebendo o primeiro prémio ainda na década de 80, o Prémio D. Dinis da Fundação da Casa de Mateus, pelo romance O Pequeno Mundo (1988). Pouco depois, em 1993, é-lhe atribuído o Prémio Eça de Queirós, pelas peças de teatro Ubardo e A Minha Austrália, recebendo, no ano seguinte, o Prémio Máxima de Literatura, pelo romance Olhos Verdes. Segue-se, em 2010, o Prémio Fernando Namora, com o romance Ilusão ou O Que Quiserem. Foi ainda a vencedora, por unanimidade, da edição de 2015 do Grande Prémio de Literatura DST, com a obra Cláudio e Constantino que, segundo o júri, tem "um poder encantatório, fabular e problematizador".

Para além da rica e reconhecida carreira de escritora, Luísa Costa Gomes exerceu funções de tradutora, sobretudo no âmbito de tradução adaptada ao teatro, mantendo a actividade jornalística através da sua colaborações como cronista para os jornais O Independente, Público e Diário de Notícias. Foi ainda responsável pela direcção da revista Ficções, uma publicação semestral dedicada à divulgação e assimilação do conto literário, que abrangia tanto autores nacionais como estrangeiros e que se manteve activa de 2000 até 2008. Dois anos depois, em 2010, Luísa Costa Gomes estreia-se como encenadora da peça de Heinrich von Kleist, O Príncipe de Hamburger, denotando, uma vez mais, a sua proximidade com o Teatro.