António Franco Alexandre

franco alexandre antonioPoeta, Professor, Filósofo e Matemático

Nascido a 17 de Junho de 1944, em Viseu, António Franco Alexandre iniciou a sua actividade académica dedicando-se à Matemática. Assim, entre 1961 e 1969, formou-se como matemático em Toulouse, passando por Harvard, nos Estados Unidos (de 1969 a 1971) e regressou a França, desta vez a Paris, onde permaneceu até 1975. Foi nesse ano que voltou a Portugal e ingressou na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde tirou o Doutoramento em Filosofia e onde iniciou funções de docente nessa área.

Apesar da carreira de professor e filósofo, foi na poesia que António Franco Alexandre mais se destacou, tendo publicado, em 1969, a sua obra de estreia, Distância. Contudo, é a partir da vinda a prelo da sua segunda obra, Sem Palavras nem Coisas (1974), que assume, de acordo com Joaquim Manuel Magalhães, um “discurso centralmente inovador”, característico de todas as publicações que se seguiriam.

Em 1984, após a publicação de seis obras, foi o vencedor do Grande Prémio de Poesia do PEN Clube Português, pelo volume intitulado Pequena Face. Em 1999, a sua obra Quatro Caprichos é duplamente distinguida, arrecadando o Prémio Luís Miguel Nava e o Grande Prémio APE de Poesia, tendo o poeta e crítico Fernando Pinto do Amaral, membro do Júri que escolheu esta obra por unanimidade, salientado que “este livro representa uma renovação, um passo muito intenso em relação a livros anteriores e uma diferença na Poesia Portuguesa Contemporânea, ao nível do estilo, do discurso”. Em 1996, António Franco Alexandre reúne toda a sua produção poética (com excepção do primeiro livro, Distância) no volume Poemas.

A partir de 2000, a sua carreira poética, cuja relevância literária era já devidamente reconhecida, é enriquecida com a publicação de mais três obras: Uma Fábula (2001), Duende (2002) e Aracne (2004). Com a segunda destas obras, Duende, António Franco Alexandre torna a ser duplamente agraciado, recebendo, em 2003, o Prémio D. Dinis e, dois anos depois, o Prémio Corrente D´escritas/ Casino da Póvoa, cujo Júri considerou a obra Duende "um livro que conjuga numa tensão permanente o fragmento e a totalidade, (…) onde a originalidade do processo enunciativo impera dificultando a leitura, mas onde o ritmo e a rima colmatam essa dificuldade no sentido de uma evidência".

Para além de autor de poesia, António Franco Alexandre é também autor na área da Filosofia, lançando, a 2006, a obra Enciclopédia e Hipertexto, em colaboração com outros investigadores do Centro de Filosofia das Ciências da Universidade de Lisboa, onde mantém, até ao presente, a sua actividade como colaborador e investigador.