Ana Zanatti

Actriz, Apresentadora e Escritorazannati

Ana Maria Zanatti Olival, nascida a 26 de Junho de 1949, frequentou o curso de Filologia Românica na Universidade de Letras da Universidade de Lisboa até 1968, ano em que abandona o percurso em Letras para se dedicar à representação.

Assim, e no mesmo ano, estreia-se no Teatro da Trindade, pela Companhia Nacional de Teatro, dirigida por Francisco Ribeiro, chegando a receber, a 1980, o Troféu Nova Gente, e o Prémio Revelação no Teatro de Revista, sendo também este o ano da sua estreia no Cinema, marcada pela sua participação no filme Estrada da Vida, dirigido por Henrique Campos. A sua passagem pelo grande ecrã evidencia-se sobretudo a partir de 1982, com a participação no filme O Lugar do Morto, de António Pedro Vasconcelos, arrecadando o Prémio Sete de Ouro de ‘’Melhor Actriz de Cinema’’ (1986) pelo seu desempenho nesse mesmo filme, tendo recebido, o Troféu Nova Gente e também de ‘’Melhor Actriz de Cinema’’ pela segunda vez (a primeira verificou-se em 1984). O auge das distinções recebidas contexto cinematográfico deu-se em 1997, com o Globo de Ouro de ‘’Melhor Actriz de Cinema’’.

No mundo da televisão, Ana Zanatti estreou-se como apresentadora, inaugurando a transmissão televisiva na hora de almoço na RTP, em 1970, seguindo-se uma sucessão de colaborações, com destaque para o programa Taco a Taco (em 1993), que era também apresentado por Artur Agostinho, e também para a apresentação do Festival da RTP da Canção, de 1974 a 1980, pelo que recebe o Prémio TV Guia de ‘’Apresentadora Mais Popular’’ (1980). Até 1998, Ana Zanatti continua a trabalhar em televisão como apresentadora, actividade que vai intercalando com várias participações na área de representação, nomeadamente na primeira novela portuguesa, Vila Faia (1982).

Para além do seu recheado reportório na área do Teatro, da Televisão e do Cinema, Ana Zanatti está também associada a algumas causas de natureza político-social, representando Portugal no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, para comemorar a entrada de Portugal e Espanha na CEE, em 1984, ano em que é também uma das vinte e cinco mulheres escolhidas para representar Portugal em Bruxelas pela Comissão da Condição Feminina da CEE.

Em 1995 regressa ao teatro, desta vez no Teatro Aberto, com a montagem de O Ensaio de Jean Anouilh, encenada por João Lourenço. A sua participação em telenovelas e trabalhos em televisão engloba séries como A Senhora Ministra, Ballet Rose, Riscos, Liberdade 21, Nico D'Obra, Nós os Ricos, Médico de Família, Morangos com Açúcar, Os Compadres, bem como nas telenovelas Verão Quente, Desencontros, Ajuste de Contas, A Senhora das Águas, Saber Amar, entre outras.

Ana Zanatti tem sido membro de diversos júris de cinema, quer para atribuição estatal de subsídios quer para atribuição de prémios como o de "Melhor Longa-metragem" do Festival de Cinema Gay e Lésbico de Lisboa, em 2006. Em 2011, Ana Zanatti torna a distinguir-se no domínio social devido ao seu envolvimento na aceitação da Comunidade Homossexual, sendo agraciada com o  Prémio Arco-Íris, atribuído pela Associação ILGA Portugal, em reconhecimento do seu contributo na luta contra a discriminação e a homofobia.

Em 1988 é co-autora com Rosa Lobato de Faria, da telenovela Passerelle e a partir desse momento desenvolve outros trabalhos de autoria como O Espírito da Cor, Cacau da Ribeira, tendo em 2009 sido co-autora e apresentadora do programa Sete Palmos de Testa, na RTP2.

É também autora de letras para canções interpretadas por diversos cantores, nomeadamente Telepatia de Lara Li e outros temas cantados por Mafalda Sacchetti, Paulo de Carvalho, Carlos Zel, Dina, Lena d'Água, Alexandra, FF, Chris Kopke, Ana Roque e outros.

Em 2003 publicou o seu primeiro romance Os Sinais do Medo, seguindo-se Agradece o Beijo e uma trilogia de contos infantis O Povo Luz e os Homens Sombra. Em 2011, edita Teodorico e as Mães, em 2013 publica o romance E onde é que está o Amor? e em 2016 O Sexo Inútil