Eduardo de Almeida do Prado Coelho

eduardo prado coelho

Professor, Escritor e Ensaísta

 

Eduardo de Almeida do Prado Coelho nasceu a 29 de Março de 1944, em Lisboa, e licenciou-se na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa em Filologia Românica. A partir de 1970, torna-se assistente na mesma instituição, até 1983, data em que termina o doutoramento com uma tese designada “A Noção de Paradigma nos Estudos Literários”. Durante esse período, Eduardo Prado Coelho desempenhou alguns cargos ligados ao Sector Cultural, começando igualmente a publicar algum do seu trabalho. Em 1972 o seu livro O Reino Flutuante reúne grande parte dos textos de crítica literária, dispersos pelo Diário de Lisboa e pela Seara Nova entre 1963 e 1969. Ainda na década de 70, mais concretamente entre 1975 e 1976, assumiu a Direcção-Geral da Acção Cultural do Ministério da Cultura (organismo criado aquando o 25 de Abril).

A partir de 1983, tornou-se professor associado da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, para além de leccionar como professor convidado na Universidade Lusófona, no curso de Comunicação Social e Cultural. Dois anos depois, em 1985, recebeu o Prémio P.E.N. Clube Português, na categoria de Ensaio. A partir 1987, foi professor na Sorbonne / Paris III, no Departamento de Estudos Ibéricos e, em 1989, foi nomeado conselheiro Cultural da Embaixada de Portugal em Paris (cargo que desempenhou até 1998), sendo comissário de um dos mais impactantes eventos literários franceses, «Les Belles Étrangères», que foi dedicado a Portugal nesse ano.

Em 1991, foi o Director Responsável para a área de Literatura e Teatro da Europália - Portugal 1991 e, em 1994, colaborou na área de colóquios na Lisboa Capital Europeia da Cultura. Os dois anos que antecederam o seu regresso a Portugal foram marcados pelo Grande Prémio de Literatura Autobiográfica da Associação Portuguesa de Escritores (que venceu, em 1996) e, no ano seguinte, pela sua nomeação para Director do Instituto Camões em Paris.

Ao regressar a Portugal, Eduardo Prado Coelho regressou à Universidade Nova de Lisboa, tendo ainda colaborado em mestrados na Universidade Lusófona e no ISCTE. Dois anos depois, foi o representante de Portugal no Salon du Livre (2000) e partir desta altura, Eduardo Prado Coelho passa também a ser uma presença assídua em diferentes jornais, revistas e publicações de autor.

Em 2004 lançou vários livros: O Fio da Modernidade, Diálogos sobre a Fé (baseado em conversas com o Cardeal Patriarca de Lisboa), Dia por Ama (com Ana Calhau), Crónicas no Fio do Horizonte (reunindo as suas crónicas no PÚBLICO), Situações de Infinito e A Razão do Azul, lançando os últimos livros em 2006, Nacional e Transmissível, sobre características da identidade nacional portuguesa, e Olha para Mim (com o fotógrafo Augusto Brázio).

Iniciou também actividade como crítico literário nas páginas da Seara Nova, passando mais tarde para o suplemento do Diário de Lisboa, onde também colaborou como crítico de cinema, (e a este título escreveu também em A Capital). Foi ainda colaborador regular do Comércio do Porto e das revistas Colóquio, Vértice e O Tempo e o Modo. Dentro do Sector Cultural, foi ainda Membro do Conselho Directivo do Centro Cultural de Belém, do Conselho Superior do Cinema, Audiovisual e Multimédia, do Conselho de Opinião da Radiodifusão Portuguesa e do Conselho de Opinião da Radiotelevisão Portuguesa. Presidiu ao júri do Prémio Casa da América Latina e foi colaborador do Centro Nacional de Cultura, onde organizou os encontros «Um Livro um Autor».

Para além do Prémio recebido em 1996, Eduardo Prado Coelho foi ainda duplamente premiado em 2004, com o Grande Prémio de Crónica João Carreira Bom e com o Prémio Arco-íris, da Associação ILGA Portugal, dado o seu contributo para a igualdade sexual.

Eduardo Prado Coelho faleceu a 25 de Agosto de 2007, aos 63 anos, deixando um vasto legado de ensaios literários, que são actualmente homenageados, bem como o seu autor, com a criação do Grande Prémio de Ensaio Eduardo Prado Coelho.