Margarida Carpinteiro

Actriz e Escritora

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Nascida a 16 de Junho de 1943, Margarida Maria Martins Carpinteiro foi aluna da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa na década de 60, onde se licenciou em Filologia Românica. Ainda durante o percurso estudantil começou a exercer funções na Função Pública, num Departamento do Ministério da Educação e, em 1969, quando ia a caminho do trabalho, deparou-se com um panfleto que anunciava a abertura de inscrições para um curso de representação, e assim entrou no mundo do Teatro.

Em Fevereiro de 1971 Margarida Carpinteiro estreou-se profissionalmente, na Casa da Comédia, com a peça Oh Papá, Pobre Papá, de Arthur Kopit, a primeira encenação de Eduardo Lourenço. Dois anos depois, em 1973, estreia-se no mundo da Televisão, participando no filme A Rapariga dos Fósforos, uma produção de Luís Galvão Teles, inspirada num conto de José Cardoso Pires. Em 1978, torna a participar num filme de Luís Galvão Teles, A Confederação. Durante esse período, continua a desempenhar papéis em peças de Teatro, chegando a estar na companhia teatral Cornucópia, com nomes como Luís Miguel Cintra, Jorge Silva Melo, Filipe La Féria e Orlando Costa, e na companhia teatral A Barraca, onde participou em peças como Zé do Telhado (1978) ou D. João VI (1979).

Durante a década de 80, a carreira televisiva de Margarida Carpinteiro arranca em força. Em 1981, participa no programa O Passeio dos Alegres, de Júlio Isidro, onde desempenhou a personagem de “D. Dores Paciência”. O sucesso leva-a a gravar um single. No ano seguinte, quando a primeira novela portuguesa é estreada, é Margarida Carpinteiro que dá vida à personagem ''Mariette''. Entra ainda em vários programas de Herman José: O Tal Canal (1983) e Hermanias (1984), Humor de Perdição (1988) e Casino Royal (1989). É também na década de 80 que lança o primeiro livro da sua autoria, Silêncio na Casa do Barulho, seguido pela obra Ninguém Morre de Véspera (1986), e Um Animal Desconhecido (1993). Só em 2005 tornaria a lançar outro livro, O Navio da Gaveta, baseado numa recolha de palavras e expressões já em desuso, descrevendo a realidade social nos anos 20 numa aldeia da Beira Baixa, zona onde passou a sua infância, apesar de ter nascido em Lisboa.

Já nos anos 90, trabalha em novelas como Roseira Brava (1996) e Filhos do Vento (1998). Em 1999 regressa aos palcos de Teatro com a peça Segredos de Cozinha, da nova produtora NCIE, com encenação de Cucha Carvalheiro. A partir de 2000, continua a acrescentar participações em produções de Ficção Nacional à sua carreira, entrando em novelas e séries como Coração Malandro (2003), Ilha dos Amores (2007), A Vida Privada de Salazar (2008), Conta-me Como Foi (2009), Laços de Sangue (2010-2011), Mar Salgado (2014-2015), entre outras. Actualmente, participa na produção da RTP Aqui Tão Longe.