Gastão Cruz

Poeta, Crítico Literário e Encenador

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Gastão Santana Franco da Cruz, nascido a 20 de Julho de 1941, licenciou-se em Filologia Germânica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa integrando, em 1965, a equipa de fundadores do Grupo de Teatro de Letras. Embora se tenha destacado na área da Poesia, Gastão Cruz desempenhou funções de docente do Ensino Secundário (entre 1980 e 1986) e de Leitor Português no King’s College, em Londres. Nessa Universidade, leccionou Língua Portuguesa, Literatura Portuguesa, cadeiras de Drama e de Poesia.

Com apenas dezanove anos faz a sua estreia enquanto poeta, publicando a primeira obra da sua autoria, A Morte Percutiva, na publicação colectiva Poesia 61, fundada pelo próprio, juntamente com Casimiro de Brito, Luiza Neto Jorge, Fiama Hasse Pais Brandão e Maria Teresa Horta.

A Morte Percutiva tornou-se numa das grandes referências literárias nacionais da década de 60 e foi a primeira obra de uma vasta lista bibliográfica poética, elaborada de 1961 a 2013, merecedora de várias distinções e prémios, entre os quais se contam o Prémio PEN Clube de Poesia, em 1985, e o Prémio D. Dinis, atribuído pela Fundação Casa de Mateus, pela obra Crateras (2000). Em 2002, a obra Rua de Portugal foi distinguida com o Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores, e, em 2005, com Repercussão, ganhou o Grande Prémio de Literatura DST. A obra A Moeda do Tempo foi ainda a vencedora do Prémio Correntes d’Escritas, em 2009.

Para além da Poesia, Gastão Cruz foi também uma figura directamente ligada ao Teatro, não só pela sua acção enquanto fundador no Grupo de Teatro de Letras, mas também pela sua participação na génese do Grupo de Teatro Hoje (1976-1977), para o qual encenou peças de Crommelynck, Strindberg, Camus e Tchekov.

Algumas destas peças foram, pela primeira vez, traduzidas por si, para além da sua adaptação de Uma Abelha na Chuva (1977), de Carlos de Oliveira.