Vasco Pulido Valente

Escritor, Ensaísta, Colunista e Comentador Políticovasco pulido valente

Vasco Pulido Valente, pseudónimo de Vasco Valente Correia Guedes, nasceu a 21 de Novembro de 1941 em Lisboa. Proveniente de uma família com tradições intelectuais, concluiu a licenciatura em Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, em 1968. Doutorou-se em História, na Universidade de Oxford onde apresenta a tese O Poder e o Povo: a Revolução de 1910, defendida a Maio de 1974 e publicada em 1976.

É também nesta altura que se dedica à elaboração do seu vasto acervo bibliográfico, esmagadoramente vocacionado para os diferentes âmbitos revolucionários em Portugal, nomeadamente O Estado Liberal e o Ensino: os liceus portugueses (1834 – 1930), 1973; A revolta do Grelo, 1974; As Duas Tácticas da Monarquia Perante a Revolução, 1974; Os Devoristas: a Revolução Liberal (1834 – 1836), 1993; Ir prò Maneta: A Revolta contra os Franceses (1808), 2007; entre outras publicações, inclusivamente a sua tese de Doutoramento, mas abrangendo também alguns ensaios históricos e políticos com outros enfoques, como Uma Educação Burguesa…,1974; O País das Maravilhas, 1979; Estudos sobre a Crise Nacional, 1980, Às Avessas, 1990; Retratos e Auto-retratos: ensaios e memórias, 1992; Esta Ditosa Pátria, 1997; Os Militares e a Política: 1820 – 1856, 1997; A República «Velha» (1910-1917),1997 e Portugal: Ensaios de História e Política, 2009, bem como análises de figuras do Portugal Contemporâneo, com as obras Glória: biografia de J. C. Vieira de Castro, 2001; Marcello Caetano: As desventuras da razão, 2002 e Um Herói Português: Henrique Paiva Couceiro (1861 – 1944), 2006.

Em 1962 participou nas lutas académicas contra o Salazarismo, integrando um grupo estudantil chamado Movimento de Acção Revolucionária, chefiado por Jorge Sampaio.

Devido ao seu carácter reflectivo e analítico, e devido às relações que mantinha com os movimentos de oposição ao Estado Novo, quando a Aliança Democrática, liderada por Sá Carneiro, toma posse a 3 de Janeiro de 1980, Vasco Pulido Valente foi chamado para integrar o VI Governo Constitucional, primeiramente como secretário de Estado-adjunto, cabendo-lhe, entre outras responsabilidades, a tarefa de nomear um secretário de Estado da Cultura, cargo que acabou por desempenhar em acumulação, não havendo outro nomeado. Durante os dez meses em que Pulido Valente exerceu como Secretário de Estado da Cultura, fechou o S. Luís, obteve o terreno e o financiamento para a construção da Torre do Tombo, sendo o responsável pela encomenda do projecto e da aprovação da UNESCO. Foi também o responsável pela nomeação do Doutor João Bérnard da Costa para a Direcção da Cinemateca Portuguesa. Teve ainda uma outra breve passagem pela vida política quando, em 1995, foi eleito deputado à Assembleia da República, pelo Partido Social-Democrata, demitindo-se ao fim de quatro meses, com a saída de Fernando Nogueira, e dizendo-se desiludido com a instituição e a vida parlamentar.

Foi ainda colaborador na publicação académica Quadrante (revista da Associação Académica da Faculdade de Direito de Lisboa, iniciada em 1958) e na revista Almanaque (1959-61), tendo sido escritor assíduo da imprensa desde a década de 60. Integrou a redacção da revista O Tempo e o Modo e, a partir de 1974, destacaram-se as suas colunas, sobretudo de análise política, em O Independente, Expresso, Kapa, O Tempo e no Diário de Notícias. Foi ainda comentador televisivo, no Jornal Nacional  da TVI, entre 2008 e 2009.

Para além da sua actividade literária político-histórica e das suas colaborações nos diferentes meios de Comunicação Social, foi co-argumentista dos filmes O Cerco, de António da Cunha Telles (1970) e Aqui d'El Rei!, de António Pedro Vasconcelos (1992), sendo ainda o argumentista do filme O Delfim, de Fernando Lopes (2002).

Actualmente é colunista para o jornal Público, actividade que mantém de forma regular.