Década 60

Alice Vieira

Escritora e Jornalista

alice vieira

Alice de Jesus Vieira Tracalo Pereira da Fonseca, nascida a 20 de Março de 1943, ou simplesmente Alice Vieira, como é conhecida, iniciou o seu percurso pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa em 1961. Desse ano até 1964, frequentou e concluiu o curso em Filologia Germânica, apresentando, no ano seguinte, a sua tese de licenciatura sobre o teatro de Ibsen e Bernard Shaw.

Devido ao seu assumido interesse pelo Jornalismo, ainda durante a sua juventude, chegou a colaborar com o Diário Popular e o Diário de Notícias, sendo que, em 1958, iniciou a sua colaboração no Suplemento Juvenil do Diário de Lisboa, juntamente com o marido e jornalista Mário Castrim. A sua presença na Literatura Juvenil, contudo, adensar-se-ia fora do âmbito jornalístico a partir de 1979, ano da publicação do seu primeiro livro, Rosa, Minha Irmã Rosa, vencedor do Prémio de Literatura Infantil do Ano Internacional da Criança e o primeiro livro de uma vasta obra de Literatura Infanto-Juvenil, que a lançaria para o estrelato do panorama literário juvenil nacional.

Alice Vieira foi galardoada com várias distinções, sobretudo no contexto literário juvenil, nomeadamente o Prémio de Literatura para Crianças / Melhor Texto do Biénio (1983-1984) da Fundação Calouste Gulbenkian (em 1984, pela obra Este Rei que Eu Escolhi), o Grande Prémio de Literatura para Crianças da Fundação Calouste Gulbenkian (atribuído por todo o conjunto da sua obra, em 1994), chegando a ser candidata ao Prémio Hans Christian Anderson da IBBY (International Board on Books for Young People). Da sua obra dedicada ao público adulto recebe o Prémio Maria Amália Vaz de Carvalho, com o livro de poemas Dois Corpos Tombando na Água, em 2007.

Actualmente, Alice Vieira permanece como colaboradora na Sociedade Portuguesa de Autores (onde se estreou em 1992), sendo uma das autoras infanto-juvenis portuguesas com mais projecção internacional. O seu último livro destinado ao público juvenil, A Arca do Tesouro, foi publicado em 2010, existindo outras publicações posteriores mas já vocacionadas para o público adulto.

 

Consulte o testemunho de Alice Vieira

Leia a entrevista do FLUL Alumni com a alumna sobre o lançamento do seu livro Só Duas Coisas que, entre tantas, me afligiram

Biografias Década 60

alice vieira faria almeida zannati borges coelho

Alice Vieira
Escritora e Jornalista

Almeida Faria
Escritor

Ana Zanatti
Actriz e Apresentadora 

António Borges Coelho
Historiador e Investigador

brum eduardo prado coelho cruz gastao cerquertia1

António de Brum Ferreira
Geógrafo e Professor 

Eduardo Prado Coelho
Poeta, Escritor e Ensaísta

Gastão Cruz
Poeta e Crítico Literário 

Joaquim Cerqueira Gonçalves
Professor

gaspar jorge silva melo jorge soveraql laura lauro antonio1

Jorge Manuel Barbosa Gaspar
Geógrafo e Professor

Jorge Silva Melo
Actor, Realizador e Encenador

Laura Soveral
Actriz

Lauro António
Cineasta

jorge lidia neto jorge luiza santos lourenco manuel gusmao manuel

Lídia Jorge
Escritora e Professora

Luiza Neto Jorge
Poetisa e Tradutora

Manuel dos Santos Lourenço
Filósofo, Escritor e Professor

Manuel Gusmão
Poeta, Ensaísta e Professor

carpinteiro margarida maria alzira seixseixo o silva maria cavaco ceu guerra

Margarida Carpinteiro
Actriz e Escritora

Maria Alzira Seixo
Professora e Crítica Literária

Maria Cavaco Silva
Professora

Maria do Céu Guerra
Actriz e Encenadora

monica filomena maria joao seixas1 teresa horta maria velho

Maria Filomena Mónica
Escritora e Investigadora

Maria João Seixas
Jornalista e Autora

Maria Teresa Horta
Escritora

Maria Velho da Costa
Escritora

ricardeo costa ruy belo gouveia teresa vasco pulido valente

Ricardo Costa
Cineasta e Realizador

Ruy de Moura Belo
Poeta e Ensaísta

Teresa Gouveia
Gestora Cultural e Política

Vasco Pulido Valente
Escritor, Ensaísta e Colunista

Joaquim Cerqueira Gonçalves

Professor

cerquertia1

Joaquim Cerqueira Gonçalves nasceu no dia 6 de Abril de 1930, em Ponte de Lima. Licenciou-se em Filosofia Escolástica, pelo Instituto Católico de Tolosa (França), em 1957 e em 1962, licenciou-se em Filosofia na FLUL, com uma dissertação intitulada Distinção de Essência e Existência no Pensamento de João Duns Escoto.

Em 1963, iniciou funções como docente de Filosofia, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e em 1970 doutorou-se em Filosofia na mesma Faculdade, com a dissertação Homem e Mundo em São Boaventura.

No ano de 1978 realizou provas para Professor Catedrático da FLUL, tendo sido aprovado por unanimidade. Em 1989 publicou a obra A Escola em Debate – Educar ou Profissionalizar? No ano de 1995 publicou Fazer Filosofia – Como e Onde? Em 1998 publicou a obra Em louvor da vida e da morte: ambiente – a cultura ocidental em questão.

Ao longo da sua carreira exerceu inúmeros cargos de relevo, nomeadamente Presidente do Conselho Científico da Faculdade de Letras, Director do Centro da Filosofia da Universidade de Lisboa, foi Membro do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida, bem como a  função de Director de diversas revistas, como a Revista da Faculdade de Letras, a revista Philosophica e a revista Pax et Bonum.

Na Universidade Católica Portuguesa exerceu o cargo de Coordenador (e também docente) da Área Científica de Filosofia da Faculdade de Ciências Humanas, foi Director do Instituto de Coordenação Científica (ICIC) e Presidente da Direcção da Sociedade Científica da Universidade Católica Portuguesa.

Joaquim Cerqueira Gonçalves foi Membro do Conselho Científico da Revista Portuguesa de Filosofia e Membro do Conselho Científico da Revista Portuguesa de Psicanálise. Recebeu a Condecoração: Grã-Cruz da Ordem de Instrução Pública.

Encontra-se aposentado das suas funções desde 2000. É Sócio efectivo da Academia das Ciências de Lisboa (desde 2008), Académico de Mérito da Academia Portuguesa da História e Sócio da Sociedade Científica da Universidade Católica Portuguesa.

Ao longo da sua carreira, Joaquim Cerqueira Gonçalves escreveu diversas publicações nomeadamente Humanismo Medieval, I: A Natureza do Indivíduo em João Duns Escoto, II: Franciscanismo e Cultura (1971), A Escola em Debate – Educar ou Profissionalizar? (1989), Fazer Filosofia – Como e Onde? (1995), Em Louvor da Vida e da Morte – Ambiente: a Cultura Ocidental em Questão (1998), e mais recentemente Itinerâncias de Escrita. Vol. I – Cultura/Linguagem, (2011), Vol. II - Hermenêutica/ Filosofia (2013) e Vol. III – Escola/Ecologia (no prelo).

António de Brum Ferreira

brum

Geógrafo, Professor e Investigador

Nascido a 25 de Fevereiro de 1941, em Rabo de Peixe (Açores), António de Brum Ferreira ingressou na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa em 1960. Foi nesta Faculdade que frequentou e concluiu a licenciatura em Geografia, em 1966, com a apresentação da respectiva tese, uma Monografia da Ilha Graciosa, que seria reeditada em 1987. Após a conclusão de licenciatura, António de Brum Ferreira foi contratado como assistente e, pouco depois, efectuou dois estágios no estrangeiro: o primeiro em Toulouse (Outubro de 1968 a Outubro de 1969), onde elaborou o trabalho Le relief du versant sud de la Montagne Noire, que veio a ser publicado na Revue Géographique des Pyrénées et du Sud‑Ouest (em 1975), e em Clermont‑Ferrand (Novembro de 1969 a Dezembro de 1970), onde trabalhou com A. Godard e M. Peterlongo e onde conheceu a futura esposa, a geógrafa Denise Brum Ferreira.

Em meados da década de 70, torna a dedicar-se à vida académica com a elaboração do doutoramento, concluído em 1978, com a tese Planaltos e Montanhas do Norte da Beira. Estudo de Geomorfologia, trabalho investigativo que marca a última tese sobre o relevo de uma ampla área do território português, numa renovação de conhecimentos técnico-científicos, sendo, por isso, um trabalho elogiado tanto em Portugal, como no estrangeiro.

Pouco depois, em 1980, começa a interessar-se pelo estudo da Climatologia Sinóptica publicando, neste período, um artigo sobre a seca de 1980-81, elaborado em conjunto com a esposa, que saiu no nº 35 da Revista do Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa.

A sua carreira decorre no departamento de Geografia da Faculdade de Letras, desde o seu início como assistente até Professor Catedrático. Para além das funções de docente, desempenhou ainda funções no Departamento de Geografia da Faculdade de Letras e no Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa, onde, a partir de Janeiro de 1983, se tornou Director da Área de Investigação de Geografia Física. Foi também Membro fundador da recém-criada Associação Portuguesa de Geomorfólogos (2000) e do Centre Européen sur les Risques Géomorphologiques (Conselho 6 da ¬Europa, Estrasburgo), assumindo também o cargo de coordenador de uma equipa portuguesa que colaborou em diversos projectos europeus, responsável por novas publicações internacionais.

Entre 2005 e 2006, António de Brum Ferreira colaborou para a colecção Geografia de Portugal, elaborando um de quatro volumes, dedicado à Geografia física do território. Esta data assinala igualmente a aposentação do geógrafo que, embora tendo cessado a sua actividade de docente, continuou a percorrer o país em todos os sentidos, prosseguindo com as suas observações e os seus apontamentos.

António de Brum Ferreira é autor de numerosos trabalhos científicos, incluindo algumas dezenas de artigos em revistas internacionais e nacionais nos seguintes domínios: génese e evolução das superfícies de aplanamento; morfotectónica; geomorfologia glaciária e periglaciária; movimentos de vertente, riscos naturais, climatologia e geografia regional.

António Brum da Fonseca faleceu a 8 de Fevereiro de 2013, vítima de doença prolongada, legando um manancial científico de relevo aos estudos da Geografia em Portugal.

António Borges Coelho

Historiador e Investigadorborges coelho

 

António Borges Coelho nasceu em Murça, Trás-os Montes, em 1928. O historiador e investigador António Borges Coelho tirou a licenciatura em Ciências Histórico-Filosóficas pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, em 1967, doutorando-se, em 1984, na mesma instituição. A sua tese de doutoramento, referente à Inquisição Eborense, tornou-se numa das grandes referências do seu trabalho na área. Contudo, ainda antes de elaborar a sua tese, António Borges Coelho levou a cabo outros trabalhos investigativos relativamente à Ocupação Muçulmana na Península Ibérica, com destaque para a colectânea de textos árabes referentes à sua presença no território português, publicada sob a designação Portugal na Espanha Árabe (1972-1975), publicando ainda obras incidentes em episódios decorridos desde a Idade Média, como A Revolução de 1383 (publicada em 1965), à Idade Contemporânea, como O 25 de Abril e o Problema da Independência Portuguesa (publicada em 1975). 

Publicou grandes obras de destaque, nomeadamente, As Raízes da expansão Portuguesa (1964), Questionar a História - Ensaios sobre História de Portugal (1983), Quadros para Uma Viagem a Portugal no Século XVI (1986), Inquisição de Évora, 2 vols. (1987), Tudo é Mercadoria. Sobre o percurso e a obra de João de Barros (1992), Clérigos, Mercadores, Judeus e fidalgos (1994), O Tempo e os Homens - Questionar a História III (1996), Cristãos - Novos Judeus e os Novos Argonautas (1998), Política, Dinheiro e Fé - Questionar a História V ( 2001) e O Vice-Rei Dom João de Castro (2003).

Ao nível da literatura, António Borges Coelho, escreveu também algumas obras como Roseira verde (1962), Ponte Submersa (1969), No mar oceano (1981) e O Príncipe Perfeito (1991).

Das várias funções que exerceu ao longo da sua carreira é de referenciar o seu percurso pelo jornalismo a partir de 1968, sendo um dos co-fundadores de A Capital e chegando a colaborar com o Diário de Lisboa, o Diário Popular e ainda com as revistas Seara Nova e Vértice. Contudo, foi na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa onde exerceu a esmagadora maioria das suas funções e cargos académicos: Professor Catedrático de História, membro do júri de diversas provas de Mestrado e de Doutoramento e Presidente do Concelho Pedagógico. Foi também Director do Centro de História da Universidade de Lisboa e Director da revista História e Sociedade. 

António Borges Coelho jubilou-se em 1988, dando a sua última lição a 11 de Dezembro do mesmo ano. Contudo, apesar de cessadas as suas funções de professor universitário, continua activamente as suas investigações na área da História e Política.

Autor de uma vasta e riquíssima bibliografia (onde se inclui também a poesia, o teatro e a ficção), participou em diversos congressos e reuniões científicas, nomeadamente em Espanha e no Brasil. Foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem de Santiago e recebeu o Prémio da Fundação Internacional Racionalista.

Ana Zanatti

Actriz, Apresentadora e Escritorazannati

Ana Maria Zanatti Olival, nascida a 26 de Junho de 1949, frequentou o curso de Filologia Românica na Universidade de Letras da Universidade de Lisboa até 1968, ano em que abandona o percurso em Letras para se dedicar à representação.

Assim, e no mesmo ano, estreia-se no Teatro da Trindade, pela Companhia Nacional de Teatro, dirigida por Francisco Ribeiro, chegando a receber, a 1980, o Troféu Nova Gente, e o Prémio Revelação no Teatro de Revista, sendo também este o ano da sua estreia no Cinema, marcada pela sua participação no filme Estrada da Vida, dirigido por Henrique Campos. A sua passagem pelo grande ecrã evidencia-se sobretudo a partir de 1982, com a participação no filme O Lugar do Morto, de António Pedro Vasconcelos, arrecadando o Prémio Sete de Ouro de ‘’Melhor Actriz de Cinema’’ (1986) pelo seu desempenho nesse mesmo filme, tendo recebido, o Troféu Nova Gente e também de ‘’Melhor Actriz de Cinema’’ pela segunda vez (a primeira verificou-se em 1984). O auge das distinções recebidas contexto cinematográfico deu-se em 1997, com o Globo de Ouro de ‘’Melhor Actriz de Cinema’’.

No mundo da televisão, Ana Zanatti estreou-se como apresentadora, inaugurando a transmissão televisiva na hora de almoço na RTP, em 1970, seguindo-se uma sucessão de colaborações, com destaque para o programa Taco a Taco (em 1993), que era também apresentado por Artur Agostinho, e também para a apresentação do Festival da RTP da Canção, de 1974 a 1980, pelo que recebe o Prémio TV Guia de ‘’Apresentadora Mais Popular’’ (1980). Até 1998, Ana Zanatti continua a trabalhar em televisão como apresentadora, actividade que vai intercalando com várias participações na área de representação, nomeadamente na primeira novela portuguesa, Vila Faia (1982).

Para além do seu recheado reportório na área do Teatro, da Televisão e do Cinema, Ana Zanatti está também associada a algumas causas de natureza político-social, representando Portugal no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, para comemorar a entrada de Portugal e Espanha na CEE, em 1984, ano em que é também uma das vinte e cinco mulheres escolhidas para representar Portugal em Bruxelas pela Comissão da Condição Feminina da CEE.

Em 1995 regressa ao teatro, desta vez no Teatro Aberto, com a montagem de O Ensaio de Jean Anouilh, encenada por João Lourenço. A sua participação em telenovelas e trabalhos em televisão engloba séries como A Senhora Ministra, Ballet Rose, Riscos, Liberdade 21, Nico D'Obra, Nós os Ricos, Médico de Família, Morangos com Açúcar, Os Compadres, bem como nas telenovelas Verão Quente, Desencontros, Ajuste de Contas, A Senhora das Águas, Saber Amar, entre outras.

Ana Zanatti tem sido membro de diversos júris de cinema, quer para atribuição estatal de subsídios quer para atribuição de prémios como o de "Melhor Longa-metragem" do Festival de Cinema Gay e Lésbico de Lisboa, em 2006. Em 2011, Ana Zanatti torna a distinguir-se no domínio social devido ao seu envolvimento na aceitação da Comunidade Homossexual, sendo agraciada com o  Prémio Arco-Íris, atribuído pela Associação ILGA Portugal, em reconhecimento do seu contributo na luta contra a discriminação e a homofobia.

Em 1988 é co-autora com Rosa Lobato de Faria, da telenovela Passerelle e a partir desse momento desenvolve outros trabalhos de autoria como O Espírito da Cor, Cacau da Ribeira, tendo em 2009 sido co-autora e apresentadora do programa Sete Palmos de Testa, na RTP2.

É também autora de letras para canções interpretadas por diversos cantores, nomeadamente Telepatia de Lara Li e outros temas cantados por Mafalda Sacchetti, Paulo de Carvalho, Carlos Zel, Dina, Lena d'Água, Alexandra, FF, Chris Kopke, Ana Roque e outros.

Em 2003 publicou o seu primeiro romance Os Sinais do Medo, seguindo-se Agradece o Beijo e uma trilogia de contos infantis O Povo Luz e os Homens Sombra. Em 2011, edita Teodorico e as Mães, em 2013 publica o romance E onde é que está o Amor? e em 2016 O Sexo Inútil