Mário Soares

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Mário Alberto Nobre Soares, nascido a 7 de Dezembro de 1924, licenciou-se na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa no ano de 1951, em Ciências Histórico-Filosóficas. Posteriormente, frequentou o curso de Direito, também na Universidade de Lisboa, de 1952 a 1957. No ano seguinte, fez parte da Comissão da Candidatura do General Humberto Delgado à Presidência da República sendo que, ainda nos anos 40, mais concretamente em 1943, pertenceu ao MUNAF (Movimento de Unidade Nacional Anti-Fascista) e foi membro da Comissão Central do MUD (Movimento de Unidade Democrática).

Em 1970 foi forçado ao exílio em França, onde permaneceu até ao dia 28 de Abril de 1974, dia que assinala o seu regresso a Portugal. No ano anterior, fundara o Partido Socialista, do qual foi Secretário-Geral e ainda é militante. Foi também o primeiro Presidente civil eleito pelo povo, tendo tomado posse e prestado juramento no dia 9 de Março de 1986. Entre 9 de Março de 1986 e 9 de Março de 1996 foi Presidente da República, tendo obtido a maior votação de sempre aquando da sua reeleição a 13 de Janeiro de 1991.

Em 1996 assumiu a presidência da Fundação Mário Soares e, no ano seguinte, foi eleito presidente da Fundação Portugal-África. Três anos depois (1999) foi eleito Deputado ao Parlamento Europeu e, em 2006, concorreu de novo à Presidência da República, pelo Partido Socialista, altura em que perdeu as eleições para Aníbal Cavaco Silva. Em 2007 foi nomeado Presidente da Comissão da Liberdade Religiosa, cargo que ainda exerce. Desde o início de 2010 que é Presidente do Júri do Prémio Félix Houphouët-Boigny, da UNESCO.

Entre muitos outros, foram-lhe atribuídos os seguintes Prémios e Distinções: Prémio da Liga Internacional dos Direitos do Homem, entregue pelo embaixador dos E.U.A. junto das Nações Unidas; Prémio Joseph Lemaire (Bruxelas, 1975); Prémio Robert Schuman (Estrasburgo, 1987); Prémio Príncipe das Astúrias (Oviedo, 1995); Prémio Toghether for Peace Foundation (Roma, 1997); Prémio Louise Weiss (Paris, 1997); Prémio Adolph Bentinck (Bruxelas, 1997); Prémio Internacional Simón Bolivar (Paris, 1998);Prémio Orseri per il Dialogo (Roma, 2001); e Medalha de Ouro da Assembleia da República para os Direitos Humanos (Lisboa, 2008).

Recebeu o Doutoramento Honoris Causa por inúmeras Universidades estrangeiras e nacionais, entre elas pela Universidade de Lisboa a 11 de Abril de 1996, aquando das comemorações do centenário desta instituição.

Para além das funções de político, Mário Soares afirmou-se como um homem da cultura, interessando-se pelas artes e sendo autor de uma extensa bibliografia, maioritariamente vocacionada para a política nacional, elaborada desde os anos 50 até à actualidade, para além das colaborações prestadas, em contexto político-literário, quer em diversos periódicos, quer em intervenções televisivas.

Faleceu a 7 de Janeiro de 2017.